O Campeonato Brasileiro é uma das competições com maior rotatividade de treinadores no futebol mundial. Levantamento do Observatório de Futebol do CIES aponta que a Série A ocupa a sexta posição entre as ligas com mais mudanças de comando nos últimos 12 meses.
De acordo com o estudo, 17 dos 20 clubes da elite nacional trocaram de técnico ao menos uma vez no período, o que representa 85% das equipes. O índice coloca o Brasil entre os cenários mais instáveis do futebol profissional.
A pesquisa analisou 55 ligas ao redor do mundo e identificou que, em média, 65,2% dos clubes fizeram mudanças no comando técnico no último ano. O maior índice foi registrado no Chipre, onde todos os 14 times da primeira divisão trocaram de treinador. Na outra ponta, a Noruega apresentou maior estabilidade, com apenas três mudanças entre 16 equipes.
Além da rotatividade, o estudo também avaliou a idade dos treinadores. A média global é de 49,5 anos, enquanto no Brasileirão os técnicos têm, em média, 51 anos. A Bulgária concentra os profissionais mais experientes, com média de 55,6 anos, enquanto a Suécia tem os mais jovens, com média de 43,5 anos.
Segundo o CIES, os dados refletem uma “instabilidade crônica” no futebol, especialmente em ligas marcadas por forte pressão por resultados imediatos.
Confira as 10 ligas com mais trocas de treinadores nos últimos 12 meses:
Chipre – 100% (14 de 14 clubes)
Peru – 94,4% (17 de 18 clubes)
Série B da Itália – 90% (18 de 20 clubes)
Bélgica – 87,5% (14 de 16 clubes)
Venezuela – 85,7% (12 de 14 clubes)
Brasil – 85% (17 de 20 clubes)
Paraguai – 83,3% (10 de 12 clubes)
Sérvia – 81,3% (13 de 16 clubes)
Chile – 81,3% (13 de 16 clubes)
Romênia – 81,3% (13 de 16 clubes)






