Bolsa Família terá aumento de 15%; valor mínimo sobe para R$ 691

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de aproximadamente 15% nos benefícios do Bolsa Família. Com a mudança, o valor mínimo pago por família passará de R$ 600 para R$ 691.

O benefício médio também será reajustado, passando de R$ 675 para R$ 777, segundo o Ministério do Planejamento. O governo, porém, ainda não informou a partir de quando os novos valores começarão a ser pagos.

O Bolsa Família não recebia reajuste desde seu relançamento, em março de 2023. Segundo a equipe econômica, a atualização representa a reposição da inflação acumulada desde o início daquele ano até agosto de 2026.

Quem tem direito ao benefício

Para receber o Bolsa Família, a renda mensal por pessoa da família deve ser de até R$ 218, além da necessidade de manter o Cadastro Único atualizado.

Os beneficiários também precisam cumprir compromissos relacionados às áreas de saúde e educação.

Em agosto, cerca de 19,3 milhões de famílias receberam o programa em todo o país. No ano anterior, a previsão orçamentária contemplava aproximadamente 19,2 milhões de famílias em situação de pobreza.

Impacto nas contas públicas

De acordo com o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o reajuste terá um custo estimado de R$ 5,8 bilhões ainda em 2026.

Para 2027, o impacto adicional nas despesas deverá chegar a R$ 22 bilhões. Com isso, a previsão de gastos com o Bolsa Família no próximo ano passará de R$ 157,1 bilhões para cerca de R$ 179 bilhões.

Valores adicionais

Além do benefício mínimo, o programa atualmente prevê pagamentos complementares, que são acumuláveis conforme a composição familiar:

  • R$ 150 por criança de até 6 anos;
  • R$ 50 por gestante;
  • R$ 50 por jovem de 7 a 18 anos incompletos;
  • R$ 50 por bebê de até 6 meses.

O governo ainda não informou se os valores dos benefícios adicionais também serão reajustados e quais serão os novos valores.

A legislação do Bolsa Família permite a correção dos valores em intervalos de até dois anos. Segundo o governo, a previsão legal autoriza a atualização, mas não estabelece que o reajuste seja obrigatório.

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