Avião que caiu no Acre estava com capacidade excedida e sem autorização para táxi aéreo

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Redação Juruá Online

Na última segunda-feira (18), um trágico acidente ocorreu após a decolagem de um avião Cessna Skylane 182 de Manoel Urbano, no interior do Acre. A aeronave, que tinha capacidade para até quatro pessoas, estava transportando seis passageiros além do piloto no momento da queda. O destino planejado era Santa Rosa do Purus, mas o avião não possuía autorização para operar como táxi aéreo.

Segundo informações da Prefeitura de Manoel Urbano, a bordo estavam sete pessoas, incluindo o piloto, quatro homens e três mulheres, com destino a Santa Rosa do Purus, localizado a 150 km de distância. O comerciante peruano Sidney Estuardo Hoyle Vega perdeu a vida no acidente, enquanto outras seis pessoas ficaram feridas, duas delas em estado grave e entubadas.

O Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) revelou que o avião, registrado como ‘PTJUN’, possuía autorização para serviço aéreo privado, porém seu Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) estava vencido desde 1º de junho de 2019, o que o impossibilitava de operar como táxi aéreo.

O serviço de táxi aéreo envolve o transporte de passageiros em curtas distâncias, como era o caso dessa viagem intermunicipal. Santa Rosa do Purus é um dos municípios isolados do estado, sendo acessível apenas por barco ou avião.

As investigações sobre as causas do acidente estão a cargo do Sétimo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA VII). O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi acionado para realizar a ‘Ação Inicial da ocorrência’.

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