Uma equipe de atendimento do Juruá mostrou preparo e agilidade ao atuar em uma ocorrência na divisa do Amazonas, garantindo suporte avançado imediato a um paciente em área de difícil acesso. A operação mobilizou profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), em uma missão considerada complexa pelas condições do terreno.
Segundo a equipe, a resposta rápida foi decisiva para o desfecho positivo da ocorrência.
“Graças a esse avanço conseguimos chegar com segurança, estabilizar o paciente ainda no local e realizar o transporte adequado para continuidade ao tratamento. Hoje temos estrutura, preparo técnico e protocolos que nos permitem oferecer atendimentos de qualidade mesmo em áreas de difícil acesso”, enfatizou Raquel Gabriela Washing.
O paciente havia sido picado duas vezes e não tinha condições de locomoção, permanecendo à espera de socorro em meio à mata fechada. A atuação integrada das equipes foi fundamental para garantir atendimento imediato e seguro.
Desafio na mata fechada. O comandante do Ciopaer no Juruá, Sérgio Albuquerque, destacou as dificuldades enfrentadas durante a missão.
“O resgate foi um pouco difícil, tendo em vista que não havia local para pouso, é mata fechada e, ao pedirem socorro a nós e ao Samu, orientamos que eles fizessem uma clareira para que o helicóptero pudesse pousar”.
De acordo com ele, a colaboração dos moradores da aldeia foi essencial para o sucesso da operação.

“Nós passamos as medidas da clareira e eles fizeram direitinho, deixando uma rampa de entrada para facilitar nosso acesso. Ainda no local foram realizados os primeiros atendimentos e foi realizado o embarque e regresso à base, com segurança e em tempo hábil, reflexo de nossos difíceis e essenciais treinamentos”, finalizou.
Planejamento e protocolos garantem segurança. A missão foi concluída sem intercorrências, resultado de planejamento cauteloso e coordenação eficiente entre a tripulação do Ciopaer e a equipe do Samu do Juruá.
Todo o atendimento seguiu rigorosamente os protocolos e procedimentos operacionais padrão das operações aéreas, assegurando a segurança da equipe e a adequada assistência ao paciente durante todo o trajeto até a unidade de referência.
O caso reforça o avanço estrutural do atendimento aeromédico no Vale do Juruá, que hoje conta com equipes capacitadas, integração entre forças de resposta e capacidade de atuação até mesmo em regiões remotas da Amazônia — inclusive além da divisa estadual.






