Anvisa proíbe venda de insulina e tirzepatida irregulares e determina recolhimento de medicamentos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização e o uso de todos os lotes de insulina produzidos pela empresa Costa Mar Comércio Licitatório. A medida foi publicada nesta terça-feira (6) no Diário Oficial da União após a constatação de irregularidades na distribuição do produto.

Segundo a Anvisa, a empresa distribuiu insulina glargina 3 mL/100 UI sem possuir Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) para a atividade, descumprindo a legislação sanitária. Uma inspeção realizada pela Vigilância Sanitária de Petrópolis (RJ), no início de setembro, apontou ainda que a empresa não funciona no endereço cadastrado e não possui licença sanitária identificada no local.

Além da insulina, a agência também proibiu a venda, fabricação, distribuição, divulgação, transporte e uso de diversos peptídeos sem registro sanitário, comercializados pelos sites peptideospro.com e peptideosdobrasil.com.br.

Entre os produtos proibidos estão:

  • BPC157 & TB500 40 mg – Alluvi Healthcare
  • NAD+ 1000 mg – Synedica Labs
  • Tirzegen 60 mg Tirzepatida – Oxygen Pharm
  • Retagen 40 mg Retatrutide – Oxygen Pharm
  • Glow GHK-CU 70 mg – Alluvi Healthcare
  • Retatrutide 40 mg – Alluvi Healthcare

A tirzepatida e a semaglutida ganharam notoriedade nos últimos anos por integrarem a classe dos medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”, utilizados no tratamento do diabetes e da obesidade.

A Anvisa também determinou o recolhimento de medicamentos específicos por problemas de qualidade. O lote JNYJ1201 do antibiótico Imaavy 300 mg, da Johnson & Johnson, foi suspenso após a fabricante identificar a possibilidade de presença de partículas de vidro em frascos do produto.

Em nota, a empresa informou que a medida foi adotada de forma preventiva e que não há impacto no fornecimento do medicamento aos pacientes.

Outro produto recolhido foi o lote 0000207107 do medicamento Lizbi 2 mg/ml, fabricado pela Halex Istar Indústria Farmacêutica. De acordo com a Anvisa, foi confirmada a perda de esterilidade da solução devido ao comprometimento da integridade da embalagem primária.

As medidas têm como objetivo garantir a segurança dos pacientes e evitar riscos à saúde causados por produtos sem registro ou com falhas de qualidade.

Por Ac24horas

spot_img

Notícias relacionadas:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS