A alta do petróleo no mercado internacional continua pressionando os preços dos combustíveis no Brasil, apesar das medidas adotadas pelo governo federal para tentar conter os reajustes. Desde o início da guerra entre Estados Unidos, Irã e Israel, em 28 de fevereiro, gasolina e diesel registraram aumento nos postos de combustíveis em todo o país.
Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostram que a gasolina comum passou de R$ 6,28 para R$ 6,53 por litro, alta de 3,98%. Já o diesel teve aumento ainda maior, saindo de R$ 6,03 para R$ 6,55 por litro, avanço de 8,62%. No caso do diesel S10, a alta acumulada chegou a 14,45%.
Para tentar reduzir os impactos, o governo federal adotou uma série de medidas ao longo do ano, incluindo subsídios diretos aos combustíveis e isenções de tributos. Somente neste mês, foi autorizada uma nova subvenção de R$ 1 por litro de diesel, além de reduções temporárias de impostos sobre gasolina e etanol.
No último dia 9 de setembro, o governo liberou R$ 6,6 bilhões em crédito extraordinário para custear subsídios à produção e importação de combustíveis. A Petrobras também aderiu ao programa e informou que os repasses federais para diesel, gasolina e gás de cozinha já somam R$ 9,9 bilhões.
Economistas avaliam que os subsídios ajudam a reduzir parte do impacto, mas não conseguem impedir completamente os aumentos. Segundo especialistas, a dependência brasileira de combustíveis importados, especialmente o diesel, mantém os preços sensíveis às oscilações do mercado internacional.
A guerra no Oriente Médio elevou significativamente o preço do barril de petróleo. Antes do conflito, o barril do tipo Brent era negociado próximo de US$ 70. Durante a escalada dos confrontos, chegou a ultrapassar US$ 120. Na última sexta-feira (18), o produto era negociado acima de US$ 103.
O aumento dos combustíveis também preocupa por seus reflexos na inflação, já que o diesel influencia diretamente os custos do transporte de mercadorias e do frete em todo o país. Segundo analistas, quanto mais tempo durar o conflito internacional, maior tende a ser a pressão sobre os preços e sobre os gastos públicos necessários para manter os subsídios.





