Um levantamento nacional sobre o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) aponta que o Acre permanece entre os estados com as alíquotas mais baixas do país em 2026, tornando o tributo mais acessível para proprietários de veículos de passeio.

No estado, a cobrança para automóveis, camionetas e veículos utilitários segue em 2% sobre o valor venal. Já motocicletas, ônibus e caminhões recolhem 1%. O imposto pode ser quitado em cota única, com desconto de 10%, ou parcelado em até cinco vezes, número superior ao permitido em 2025.
Outro ponto de destaque é a isenção do IPVA para motocicletas de até 170 cilindradas, desde que o veículo seja o único registrado em nome do proprietário, medida que beneficia principalmente trabalhadores que utilizam a moto como principal meio de transporte.
De acordo com o levantamento, o Acre ocupa a terceira colocação entre os IPVAs mais baixos do Brasil, ficando atrás apenas do Amazonas (1,5%) e do Paraná (1,9%). O estado aparece à frente de outras unidades da federação que também praticam alíquotas reduzidas, como Espírito Santo e Santa Catarina, ambos com 2%.
Em contraste, estados com os impostos mais elevados incluem Mato Grosso do Sul, onde as alíquotas podem chegar a 6% para veículos novos a diesel e 5% para carros novos não movidos a diesel. Já estados do Sudeste, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, mantêm taxa de 4% sobre automóveis de passeio.
O levantamento também aponta uma faixa intermediária de cobrança, entre 2,4% e 3%, aplicada por estados como Pernambuco, Ceará, Tocantins, Maranhão, Pará, Bahia, Rondônia, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Goiás, entre outros.
Para efeito de comparação, um veículo avaliado em R$ 50 mil gera um IPVA de R$ 1.000 no Acre, enquanto no Mato Grosso do Sul o mesmo automóvel pode resultar em um imposto que varia entre R$ 2.500 e R$ 3.000, conforme o tipo de combustível e o modelo.
Embora alguns estados ofereçam descontos mais agressivos para pagamento à vista, como o Amapá (20%) e o Espírito Santo (15%), o Acre mantém um desconto intermediário de 10%, aliado a uma das menores alíquotas do país, o que mantém o tributo competitivo e equilibrado.
O cenário reforça a política estadual de alíquotas moderadas, facilidades de pagamento e estímulo à regularização, sem grandes impactos sobre a arrecadação pública.





