O Acre aparece entre os estados brasileiros com os menores índices de letalidade policial, segundo dados divulgados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública com base nos números de 2024.
De acordo com o levantamento, o estado mantém taxa de até 2 mortes por intervenção policial para cada 100 mil habitantes, ficando entre os melhores indicadores do país nesse tipo de ocorrência. O resultado coloca o Acre distante dos estados que lideram o ranking nacional de letalidade, como Amapá, Bahia e Pará.
O estudo mostra que o Amapá possui atualmente a maior taxa proporcional do Brasil, chegando a 16,2 mortes por 100 mil habitantes, número muito acima da média nacional. Já no Acre, os dados apontam para uma atuação policial com índices significativamente menores em comparação aos estados considerados mais críticos.
Em todo o Brasil, 6.243 pessoas morreram em confrontos com forças de segurança ao longo de 2024, o equivalente a uma média de 17 mortes por dia. Apesar de uma leve redução nacional em relação ao ano anterior, os números ainda preocupam especialistas em segurança pública.
O levantamento também revela que a maioria das vítimas de intervenções policiais no país segue um perfil predominante: homens e negros representam quase a totalidade dos casos registrados.
Mesmo diante do cenário nacional considerado alarmante, o Acre aparece em uma faixa classificada como de baixa letalidade proporcional, consolidando um desempenho diferente do observado em estados que concentram os maiores índices de violência envolvendo ações policiais.
Outro dado destacado pelo anuário aponta que, enquanto alguns estados registraram aumento expressivo nos números absolutos de mortes em operações policiais, o Acre segue fora do chamado “eixo crítico” da violência letal ligada à atuação das forças de segurança.






