Acre registra quase 900 casos de doenças respiratórias graves em 2026 até abril e supera números de 2025

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O Acre registrou 889 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre as semanas epidemiológicas 1 e 14 de 2026, com dados atualizados até 11 de abril, segundo boletim da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). O número representa um aumento significativo em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 609 casos, e de 2024, com 581 notificações.

Os dados indicam que o crescimento das internações começou ainda nas primeiras semanas do ano, a partir da semana epidemiológica 2, com oscilações ao longo do período. Após uma leve redução entre as semanas 10 e 13, os registros voltaram a apresentar sinal de alta na semana 14, mantendo o estado em nível de alerta.

Enquanto os casos graves avançam, os atendimentos por síndrome gripal (SG), considerados quadros leves, apresentaram queda em comparação ao ano passado. Em 2026, foram registradas 5.529 consultas nas unidades sentinelas do estado, número inferior às 6.115 notificações de 2025, mas superior a 2024, que teve 4.672 atendimentos no mesmo período.

A faixa etária de 20 a 29 anos segue liderando a procura por atendimento ambulatorial por síndrome gripal, geralmente sem evolução para quadros graves.

Crianças e idosos concentram casos mais graves

O cenário mais preocupante está nas internações. De acordo com o boletim, crianças de 0 a 9 anos e idosos acima de 60 anos continuam sendo os grupos mais vulneráveis, concentrando os maiores índices de hospitalização por SRAG.

Esse padrão reforça a necessidade de atenção redobrada para esses públicos, especialmente diante da circulação simultânea de diferentes vírus respiratórios no estado.

Vírus respiratórios seguem em circulação

As análises laboratoriais realizadas em 2026 identificaram a presença de diversos vírus entre os pacientes atendidos, com destaque para:

  • Rinovírus
  • Influenza A (não subtipado)
  • Influenza A (H1N1)
  • Vírus Sincicial Respiratório (VSR)
  • Outros subtipos de Influenza A

A circulação desses agentes contribui para o aumento da demanda por atendimentos e internações, especialmente entre os grupos mais suscetíveis.

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