Acre registra primeiro caso de Mpox no interior; paciente está em isolamento

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O Acre confirmou o primeiro caso de Mpox no interior do estado. O diagnóstico foi registrado no município de Brasiléia, após o paciente buscar atendimento no hospital local com sintomas compatíveis com a doença.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde do Acre, trata-se de um caso considerado importado, ou seja, a infecção ocorreu fora do território acreano. O paciente é estudante de medicina e realiza graduação em Cobija, na Bolívia. Ele também esteve recentemente no estado de São Paulo, onde possivelmente ocorreu a exposição ao vírus.

Após o diagnóstico confirmado por exame laboratorial, o paciente recebeu atendimento médico, iniciou o tratamento e permanece em isolamento. As equipes de saúde já deram início ao monitoramento das pessoas que tiveram contato com ele, seguindo os protocolos sanitários.

Segundo a secretária adjunta de saúde, Ana Cristina Moraes, todas as medidas necessárias foram adotadas para evitar a disseminação da doença. “O paciente foi atendido, medicado e está isolado, enquanto seguimos acompanhando os contatos próximos”, destacou.

A investigação epidemiológica aponta que os primeiros sintomas surgiram cerca de uma semana antes do retorno do paciente ao município acreano. Após a confirmação, órgãos de vigilância foram acionados, incluindo o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), tanto em nível nacional quanto na região de fronteira. Autoridades de São Paulo e de Cobija também foram comunicadas para auxiliar no rastreamento de possíveis contatos.

Equipes da Vigilância Epidemiológica, do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) e de outros setores da saúde seguem mobilizadas, acompanhando o caso e adotando medidas de controle conforme as orientações do Ministério da Saúde.

A Mpox é uma doença viral transmitida principalmente por contato próximo com pessoas infectadas, incluindo contato com lesões na pele, secreções respiratórias ou objetos contaminados. Entre os sintomas mais comuns estão febre, dores no corpo, fadiga, aumento dos gânglios e o surgimento de lesões cutâneas.

A Sesacre reforça que, até o momento, não há indícios de transmissão comunitária no estado. A orientação é que pessoas com sintomas suspeitos procurem atendimento médico, evitem contato físico com outras pessoas e não compartilhem objetos de uso pessoal.

As autoridades de saúde seguem em alerta, mantendo ações de monitoramento e prevenção em todo o estado para conter possíveis novos casos.

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