O Acre iniciou 2026 com um desempenho negativo no mercado de trabalho formal, registrando um dos piores começos de ano dos últimos tempos. Dados do Novo Caged indicam que, embora tenha havido uma leve melhora em fevereiro, o saldo acumulado ainda é negativo. Até o momento, os números de março não foram divulgados.
Entre janeiro e fevereiro, o estado apresentou perda de 713 empregos com carteira assinada, resultado de 9.063 admissões e 9.776 desligamentos. Com esse desempenho, o Acre está entre os poucos estados brasileiros que registraram saldo negativo nesse período.
Em fevereiro, foram criadas 276 vagas formais, representando o único resultado positivo no ano até agora. No entanto, esse avanço não foi suficiente para reverter as perdas registradas anteriormente.
O cenário atual está diretamente ligado ao desempenho do final de 2025, quando o estado acumulou meses consecutivos de fechamento de postos de trabalho, comprometendo o início de 2026. Isso explica a dificuldade de recuperação, mesmo com o resultado positivo pontual observado em fevereiro.
No restante do país, a situação é diferente. O Brasil registrou saldo positivo de 370.339 empregos formais entre janeiro e fevereiro de 2026. Na Região Norte, também houve crescimento, com a criação de 12.981 vagas no período. Estados próximos, como Amazonas e Pará, apresentaram resultados positivos, evidenciando ainda mais o contraste com o Acre.
Diante desse cenário, o início negativo do ano levanta preocupações sobre a capacidade de recuperação do mercado de trabalho no estado. Embora fatores sazonais costumem influenciar os primeiros meses do ano, os dados de 2026 apontam para uma desaceleração mais intensa. Para reverter esse quadro e evitar um ano de baixo desempenho, será necessário que os próximos meses apresentem resultados mais consistentes na geração de empregos formais.






