O Acre registrou 1.929 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre as semanas epidemiológicas 1 e 27 de 2026, o maior número registrado no mesmo período dos últimos três anos. Os dados constam no Boletim Epidemiológico nº 23/2026 da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), divulgado nesta terça-feira (21).
O total de casos supera os registros de 2024, quando foram contabilizados 1.639 casos, e de 2025, que teve 1.425 notificações.
Segundo o levantamento, as crianças de 0 a 9 anos e os idosos com mais de 60 anos continuam sendo os grupos mais afetados pelas formas graves das doenças respiratórias. Entre os vírus identificados nas amostras analisadas estão o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), rinovírus, Influenza A, Influenza A (H1N1), SARS-CoV-2, adenovírus e metapneumovírus.
Rio Branco lidera o número de notificações, com 811 casos. Cruzeiro do Sul aparece em segundo lugar, com 290 registros, seguido por Marechal Thaumaturgo, com 156. Também apresentam números expressivos Mâncio Lima (100), Senador Guiomard (65), Sena Madureira (62) e Tarauacá (54).
Entre as unidades de saúde, o Hospital Infantil Iolanda Costa e Silva, em Rio Branco, registrou o maior número de internações por SRAG em 2026, com 496 casos. Em seguida aparece o Hospital Regional do Juruá Irmã Nair, em Cruzeiro do Sul, com 426 internações, e o Hospital Geral de Clínicas de Rio Branco, com 206 registros.
Apesar do aumento dos casos graves, o número de atendimentos por síndrome gripal nas unidades sentinelas apresentou queda. Entre janeiro e a 27ª semana epidemiológica deste ano foram registradas 12.594 consultas, contra 15.732 em 2025 e 14.664 em 2024.
O boletim também aponta redução no número de mortes por SRAG. Foram registrados 50 óbitos em 2026, contra 97 em 2025 e 147 em 2024. No entanto, a Sesacre destaca uma mudança no perfil das vítimas: crianças e adolescentes de até 19 anos responderam por 51% das mortes registradas neste ano.






