O Acre registrou 278 pessoas desaparecidas entre janeiro e julho de 2026, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Somente no mês de julho, foram contabilizados 38 registros no estado.
De acordo com o levantamento, o Acre está entre os estados com menor número absoluto de desaparecimentos no país durante o período analisado. Roraima registrou 279 casos, o Amapá contabilizou 312 e Tocantins teve 365 ocorrências.
Em todo o Brasil, foram registrados 51.234 desaparecimentos nos sete primeiros meses do ano, o equivalente a uma média de aproximadamente 242 casos por dia. São Paulo lidera o ranking nacional com 12.173 registros, seguido por Minas Gerais, com 5.709, e Rio de Janeiro, com 3.903.
Julho teve 38 registros no Acre
Os dados mostram que julho encerrou com 38 desaparecimentos no Acre. Nacionalmente, o mês registrou 7.324 ocorrências, número inferior ao de março, quando foram contabilizados 7.701 casos, o maior volume do ano até o momento.
Segundo o Sinesp, houve uma redução de 5,67% nos registros de desaparecimentos em julho de 2026 na comparação com o mesmo mês de 2025. No acumulado de janeiro a julho, porém, foi observada alta de 4,95% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Homens e adultos são maioria
O perfil nacional dos desaparecidos aponta predominância do sexo masculino. Dos 51.234 registros contabilizados até julho, 32.952 envolvem homens, 17.879 mulheres e 403 casos não informaram o sexo da pessoa desaparecida.
A maioria dos desaparecimentos também envolve adultos. Ao todo, 34.261 pessoas tinham mais de 18 anos, enquanto 13.801 eram crianças e adolescentes de até 17 anos. Em outros 3.172 registros, a faixa etária não foi informada.
Os dados são parciais e abrangem o período de janeiro a julho de 2026, permitindo o acompanhamento das ocorrências por estado, sexo, idade e período de registro.





