O Acre registrou 19 óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre as semanas epidemiológicas 1 e 14 de 2026, com dados atualizados até 11 de abril. Apesar da redução em relação ao mesmo período de anos anteriores, quando foram contabilizadas 56 mortes em 2024 e 57 em 2025, o boletim da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) aponta mudanças relevantes no perfil das vítimas.
Pela primeira vez nos últimos anos, a maior incidência de mortes não está concentrada em idosos, mas sim em crianças de 2 a 9 anos, indicando uma alteração no comportamento da doença no estado.
Nos anos de 2024 e 2025, os óbitos por SRAG estavam predominantemente entre pessoas com 60 anos ou mais, grupo historicamente mais vulnerável a complicações respiratórias.
Já em 2026, os dados mostram uma inversão nesse padrão, com maior concentração de mortes entre o público infantil.

Feijó concentra quase metade dos óbitos
Outro dado que chama atenção é a distribuição geográfica das mortes. O município de Feijó registrou 9 dos 19 óbitos contabilizados no estado até a semana epidemiológica 9, concentrando quase metade dos casos.
Desses, 6 ocorreram entre a população indígena, evidenciando um impacto mais significativo em grupos específicos.
Segundo o boletim, essa concentração pode estar relacionada a fatores como dificuldades de acesso aos serviços de saúde, atendimento tardio, barreiras geográficas e possíveis vulnerabilidades sociais.
Com informações A Gazeta do Acre






