O Acre encerrou o segundo trimestre de 2026 com taxa de desemprego de 6,6%, abaixo dos 8,2% registrados nos três primeiros meses do ano. Apesar da melhora, cerca de 24 mil pessoas continuavam desocupadas no estado, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A redução de 1,6 ponto percentual entre janeiro e março e abril e junho foi uma das mais expressivas do país. Em números absolutos, o contingente de pessoas sem trabalho passou de aproximadamente 29 mil para 24 mil, uma queda estimada de 5 mil pessoas.
Na comparação com o mesmo período de 2025, quando a taxa de desemprego acreana era de 7,3%, também houve melhora. O indicador caiu 0,7 ponto percentual, enquanto o número de desocupados passou de aproximadamente 26 mil para 24 mil pessoas.
Acre continua acima das médias nacional e regional
Mesmo com a redução, o estado permaneceu com uma taxa de desemprego superior à média brasileira, de 5,4%, e à da Região Norte, de 6,1%.
Entre os estados nortistas, Rondônia apresentou o menor índice, com 2,6%, seguido por Tocantins, com 4,1%, e Roraima, com 5%.
O Pará registrou taxa de 6,2%, ficando ligeiramente abaixo do Acre. Já o Amazonas apresentou 7,5%, enquanto o Amapá teve o maior índice da região, com 9,8%.
O resultado colocou o Acre entre as 13 unidades da Federação que registraram redução do desemprego na comparação entre o primeiro e o segundo trimestres de 2026.
Quem entra na estatística do desemprego
A PNAD Contínua considera desocupadas as pessoas com 14 anos ou mais que não estavam trabalhando, estavam disponíveis para assumir um trabalho e procuraram emprego no período de referência.
O levantamento também acompanha diferentes formas de ocupação, incluindo trabalhadores com e sem carteira assinada, empregados temporários e pessoas que trabalham por conta própria.
Os números são estimativas produzidas por pesquisa amostral. A próxima divulgação trimestral permitirá avaliar se a redução registrada entre abril e junho terá continuidade no mercado de trabalho acreano.





