O governo do Acre, por meio do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), intensificou em 2025 o trabalho de ordenamento e licenciamento ambiental voltado às atividades agrícolas. Somente neste ano, foram licenciados 17.876 hectares destinados ao cultivo de milho e soja em diversos municípios do estado.
De acordo com a Divisão de Uso do Solo do órgão, as áreas liberadas para plantio são consideradas consolidadas, ou seja, já haviam sido alteradas até 22 de julho de 2008, conforme prevê a legislação ambiental.
O cultivo de soja ocorre nos municípios de Capixaba, Plácido de Castro, Xapuri, Epitaciolândia, Senador Guiomard, Porto Acre e Rio Branco. Entre eles, Capixaba e Plácido de Castro concentram as maiores extensões licenciadas. Segundo o governo, a expansão segue critérios técnicos e ambientais, com fiscalização e acompanhamento do órgão responsável.
Impacto econômico
A ampliação das áreas regularizadas representa um avanço para o setor do agronegócio no estado. O plantio de milho e soja contribui para geração de emprego e renda, fortalecimento das cadeias produtivas e aumento da arrecadação. Além disso, impulsiona atividades complementares, como transporte, armazenamento e comércio de insumos agrícolas.
A produção de grãos também amplia a oferta de matéria-prima para alimentação animal, favorecendo a pecuária e outras atividades do campo.
O presidente do Imac, André Hassem, afirmou que o trabalho do instituto busca conciliar desenvolvimento econômico e preservação ambiental. Segundo ele, o licenciamento garante segurança jurídica aos produtores e assegura que a expansão agrícola ocorra dentro das normas vigentes.
O gestor destacou ainda que houve investimento de R$ 1,2 milhão em equipamentos e tecnologia para dar mais agilidade aos processos de análise e emissão de licenças. A atuação técnica e o monitoramento das áreas licenciadas, segundo o órgão, são fundamentais para garantir o uso adequado do solo.
O governo estadual reforça que o licenciamento ambiental é instrumento estratégico para o planejamento territorial, permitindo o crescimento da produção agrícola com responsabilidade e equilíbrio ambiental, ao mesmo tempo em que amplia oportunidades para a população acreana.







