O mercado de trabalho formal no Acre começou o ano de 2026 em retração. Dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, indicam que o estado registrou mais demissões do que contratações no mês de janeiro.
Segundo o levantamento analisado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Acre (Fecomércio-AC), foram contabilizadas 3.810 admissões contra 4.702 desligamentos ao longo do mês, resultando em um saldo negativo de 892 postos de trabalho com carteira assinada.
Entre os setores da economia que mais contribuíram para o resultado negativo está o de serviços, que apresentou o maior volume de demissões, totalizando 715 desligamentos. Também tiveram participação significativa no saldo negativo os setores de comércio e administração pública, que registraram números relevantes de dispensas no período.
Na avaliação da Fecomércio-AC, o desempenho do mercado de trabalho no início do ano reflete um cenário econômico desafiador enfrentado pelas empresas ao final de 2025. Entre os fatores apontados estão o impacto das taxas de juros elevadas, o aumento da taxa Selic, a valorização do dólar e as dificuldades de acesso ao crédito. Soma-se a isso o alto nível de endividamento das famílias, que reduz o consumo e acaba afetando diretamente a produção e a geração de empregos nas empresas.
A capital Rio Branco foi o município que concentrou a maior parte das demissões registradas no estado. Na cidade, foram registradas 2.674 admissões durante janeiro, enquanto os desligamentos chegaram a 3.292, resultando em saldo negativo de 618 vagas formais no primeiro mês de 2026. O resultado contribuiu de forma significativa para o desempenho geral do mercado de trabalho acreano no período.






