O Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública, coordenou nesta quinta-feira, 16, a Operação Bulwark, uma ação integrada das polícias civis voltada ao combate à produção e disseminação de conteúdos digitais ligados à violência extrema e ao discurso de ódio. A mobilização ocorreu simultaneamente em 18 estados, incluindo o Acre.
Segundo o balanço divulgado, mais de 5,5 mil usuários foram afetados pela operação. Ao todo, 180 contas em redes sociais foram moderadas, 33 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, além da realização de 20 intervenções cautelares e oito prisões, seis delas em flagrante. O objetivo foi desarticular ecossistemas digitais nocivos, com disseminação de violência, incentivo a atos extremistas e processos de radicalização, principalmente entre jovens.
Além do Acre, a operação foi executada em Minas Gerais, Pará, São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Ceará, Paraná, Alagoas, Piauí, Goiás, Mato Grosso, Maranhão, Bahia, Pernambuco, Amazonas, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte. A atuação foi conduzida pelas polícias civis estaduais com apoio de órgãos de inteligência e do Ministério Público.
As investigações foram baseadas em relatórios técnicos produzidos pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), que monitorou ambientes digitais considerados de risco. A partir dessas informações, as polícias estaduais analisaram os dados, solicitaram medidas judiciais e executaram mandados de busca e apreensão.
De acordo com o Ministério da Justiça, a operação teve como alvo crimes relacionados a atos extremistas, exploração sexual de crianças e adolescentes e compartilhamento desse tipo de conteúdo na internet. Também foram realizadas ações de moderação e remoção de perfis e grupos considerados ilícitos em redes sociais e aplicativos de mensagens.
A operação contou ainda com a participação do Ministério Público e apoio de estruturas de inteligência cibernética. O nome “Bulwark”, que significa “linha de defesa”, faz referência à atuação do Estado na contenção de ameaças digitais com potencial de impacto no mundo real.
Segundo o Ministério da Justiça, a ação faz parte de um conjunto permanente de medidas voltadas à prevenção da violência no ambiente digital, com atuação coordenada entre órgãos do Sistema Único de Segurança Pública e foco na proteção de públicos vulneráveis.
Com informações Ac24horas






