O Acre registrou 361 pessoas desaparecidas entre janeiro e setembro de 2026, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O número representa uma média de aproximadamente uma pessoa desaparecida por dia no estado.
De acordo com o painel de Pessoas Desaparecidas e Localizadas, a taxa de desaparecimentos chegou a 54,22 casos para cada 100 mil habitantes no período.
Os registros variaram ao longo dos nove meses. Janeiro contabilizou 33 casos, enquanto fevereiro teve 43. Em março, foram 36 desaparecimentos, e abril apresentou o maior número do período, com 48 registros.
Em maio, foram contabilizados 44 casos. Junho e julho registraram 36 e 41 desaparecimentos, respectivamente. Em agosto, o número voltou a subir, chegando a 47 casos. Já setembro encerrou o período com 33 registros.
Homens representam maioria dos casos
Dos 361 registros no Acre, 212 eram de pessoas do sexo masculino, o equivalente a aproximadamente 58,7% do total. Outros 130 casos envolviam mulheres, enquanto em 19 ocorrências o sexo não foi informado.
Em relação à faixa etária, os adultos representam a maioria dos desaparecimentos registrados. Ao todo, 232 pessoas tinham 18 anos ou mais, enquanto 108 tinham entre zero e 17 anos. Em outros 21 registros, a idade não foi informada.
Acre tem o menor número de registros da região Norte
Na comparação entre os estados da região Norte, o Acre apresentou o menor número de desaparecimentos no período, com 361 casos.
Roraima registrou 373 ocorrências, seguido pelo Amapá, com 422, Tocantins, com 459, Rondônia, com 705, Amazonas, com 827, e Pará, que liderou a região, com 1.176 pessoas desaparecidas.
Os dados integram o painel nacional do Sinesp, que reúne informações sobre pessoas desaparecidas e localizadas a partir dos registros das forças de segurança pública.





