Acre confirma 18 casos de meningite e três mortes em 2026; Cruzeiro do Sul tem seis registros

O Acre confirmou 18 casos de meningite e três mortes pela doença em 2026, segundo boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). Até 17 de outubro, o estado contabilizava 50 notificações suspeitas. Os dados foram atualizados em 22 de outubro e ainda podem sofrer alterações.

Cruzeiro do Sul está entre os municípios com maior número de confirmações, com seis casos registrados, mesmo total de Rio Branco. Juntas, as duas cidades concentram 12 dos 18 casos confirmados no estado, o equivalente a dois terços do total.

Na capital acreana, duas pessoas morreram em decorrência da doença. Cruzeiro do Sul não registrou óbitos. Já Xapuri contabiliza dois casos confirmados e uma morte.

Os outros municípios com registros são Feijó, Porto Acre, Porto Walter e Senador Guiomard, cada um com um caso confirmado e sem mortes registradas. Um caso suspeito de um morador de Xapuri permanece em investigação.

Meningite por pneumococo lidera os registros

Entre os 18 casos confirmados no Acre, a meningite por pneumococo apresenta o maior número de ocorrências, com oito registros. Também foram identificados três casos de meningite meningocócica, dois provocados por outras bactérias, dois virais, dois por outras causas e um por Haemophilus.

As três mortes registradas em 2026 foram provocadas pela meningite por pneumococo. A taxa de letalidade informada no boletim é de 16,6%.

A faixa etária de 35 a 49 anos concentra o maior número de confirmações, com seis casos. Pessoas de 50 a 64 anos somam quatro registros. Também foram contabilizados dois casos em menores de um ano e dois entre pessoas de 65 a 79 anos. As demais ocorrências estão distribuídas entre as faixas de 1 a 4 anos, 5 a 9 anos, 15 a 19 anos e 20 a 34 anos, com um caso em cada grupo.

Os três óbitos ocorreram entre pessoas com mais de 50 anos: duas na faixa de 50 a 64 anos e uma entre 65 e 79 anos.

Mortes caem em relação a 2025

Na comparação com o ano passado, o número de mortes por meningite caiu pela metade. Em 2025, o Acre registrou 50 notificações suspeitas, 20 casos confirmados e seis mortes, com taxa de letalidade de 30%.

Em 2026, o total de notificações suspeitas permanece em 50, mas as confirmações passaram de 20 para 18 e os óbitos caíram de seis para três. A taxa de letalidade informada neste ano é de 16,6%.

Segundo a Sesacre, a investigação de cada notificação pode levar até 60 dias para ser concluída oficialmente, devido à análise clínica, epidemiológica e laboratorial.

Vacinação é a principal forma de prevenção

A vacinação é apontada como a medida mais eficaz para prevenir diferentes formas da doença, incluindo as meningites meningocócica, pneumocócica, por Haemophilus influenzae tipo b e tuberculosa.

De acordo com a Sesacre, quando há suspeita de meningite, as medidas de controle dependem do agente causador e dos critérios clínicos e epidemiológicos. Entre as ações estão a avaliação e a quimioprofilaxia de contatos próximos, quando indicada, a atualização da vacinação de rotina e o monitoramento da área de residência do paciente por dez dias.

A orientação é manter os ambientes limpos e ventilados, evitar a automedicação e procurar atendimento médico diante de sintomas suspeitos. A meningite pode evoluir rapidamente e exige avaliação imediata, especialmente em casos de febre, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos ou alteração do nível de consciência.

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