Placa solar feita de papelão e garrafa torna escola referência em Rio Branco

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Tema presente em grandes debates e pesquisas nacionais e internacionais, as fontes renováveis de energia também fazem parte do ensino de uma escola pública de Rio Branco, que é referência e destaque em feiras regionais e também nacionais.

Desde 2013, a Escola Presbiteriana João Calvino, que abrange Ensino Fundamental II e Ensino Médio, tem se dedicado a incluir na grade escolar os eixos: ciência, tecnologia, meio ambiente e sociedade. O intuito é fazer com que os alunos entendam a ciência; saibam empregá-la no dia a dia, no que diz respeito ao meio ambiente, e levem respostas à sociedade.

A escola sempre participa, por exemplo, do Viver Ciência – uma feira que reúne projetos e pesquisas de escolas públicas do estado – e apresenta, em média, de 10 a 15 projetos somente neste evento.

E, apesar de ensinar de forma geral sobre ciência, tecnologia e meio ambiente, a sustentabilidade é o foco da maioria das pesquisas e projetos desenvolvidos na instituição.

Quem coordena grande parte disso é o professor de física da escola Paulo Cézar Augusto, que fala que o aluno, ao ter acesso a esse tipo de conhecimento, expande sua visão de pesquisa científica, mas, principalmente, se torna um cidadão mais consciente.

“A gente sempre trabalha: ciência, tecnologia e meio ambiente, que aí você produz conhecimento e ensina como esse conhecimento pode transformar o meio, a sociedade. Isso leva esse aluno a refletir, a repensar, a buscar soluções ambientais adequadas para o que a gente está vivendo. E, ao passo disso, ele vai entender como se deve usar as tecnologias, como vai dar uma resposta para a sociedade – trabalhamos, principalmente, as fontes renováveis de energia, porque buscamos muito essa questão da educação ambiental, de entender como ele tem que ser racional e saber utilizar os recursos naturais. Porque tudo tem um ciclo que se renova, mas uma hora a coisa acaba”, explica.

A plataforma Amazônia Que Eu Quero vai realizar, na primeira semana de fevereiro, o segundo fórum da plataforma com a temática Energias Limpas. O evento vai ocorrer no dia 8 de fevereiro, a partir da 19h30 (horário local), com transmissão simultânea no Youtube e também no canal de TV Amazon Sat. Esse é o segundo evento de uma série de cinco fóruns previstos em 2022 da Plataforma Caminhos da Democracia.

Projetos são apresentados no Acre e também em outros estados em eventos voltados para isso — Foto: Arquivo pessoal

Projetos são apresentados no Acre e também em outros estados em eventos voltados para isso — Foto: Arquivo pessoal

Projetos

Em 2015, por exemplo, um projeto desenvolvido por um grupo de quatro estudantes do segundo ano do ensino médio da escola utilizou o calor do sol para a produção de energia de forma sustentável. O trabalho deles foi selecionado para participar de uma feira de ciência e tecnologia no Rio Grande do Sul.

A criação dos estudantes era o protótipo de uma mini placa solar. O calor do sol aquece uma folha de papelão e com a ajuda de pequenos transmissores isso era transformado em energia. A pesquisa deles foi selecionada para participar do Mostratec.

Ainda em outro estudo, alguns alunos construíram uma placa solar com garrafas PET e desenvolveram um mecanismo de captação da energia solar e passando por um princípio de transformação, gerando-se energia elétrica. A placa foi utilizada como protótipo para iluminação de uma área no pátio da escola. Outros materiais podem ser usados nesse mesmo protótipo, como canos, PVC, papelão, fios e lâmpadas.

Objetivo é tonar alunos mais conscientes sobre pautas ambientais, defende professor  — Foto: Arquivo pessoal

Objetivo é tonar alunos mais conscientes sobre pautas ambientais, defende professor — Foto: Arquivo pessoal

‘Visão empreendedora’

“A gente trabalha muito a questão ambiental, principalmente as fontes renováveis de energia. Tentamos trazer o aluno para que ele se torne consciente, ele vai se formar, mas ele precisa se tornar um indivíduo consciente na questão ambiental, que leve para vida dele e que coloque em prática e que comece a se preocupar com isso. A estatística mostra que a nossa escola é a que mais apresenta projetos nessa área. Porque também temos uma visão empreendedora sobre o meio ambiente”, enfatiza o professor.

E já foram centenas de projetos ao longo destes anos. Um segundo projeto, também criado por alunos da escola, destacou a importância da produção de energia, com a força do movimento como energia cinética, ressaltando os conceitos de fontes renováveis de energia e, ao mesmo tempo, buscando uma produção de energia limpa capaz de não agredir, de nenhuma forma, o meio ambiente.

E foram apresentados dois tipos de motores que geram energia elétrica e funcionam através do movimento. O experimento foi desenvolvido dentro dos conceitos de reaproveitamento de energia.

“A energia do movimento baseia-se na construção de dois protótipos de motores. No processo de construção e desenvolvimento, a energia será gerada, captada e produzida a partir do movimento destes motores”, diz o trabalho.

Além dos projetos, o professor incentiva que os alunos participem das olimpíadas científicas em nível nacional e nos últimos anos, a escola foi medalhista na Olimpíada Nacional de Ciências (OBC); Olimpíada brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA); Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) e Olimpíada brasileira de Química Júnior (OBQJR), entre outras.

Por G1

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