A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,2% no trimestre encerrado em setembro de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (30). O resultado representa uma queda de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em junho, quando o índice ficou em 5,4%.
O percentual é o menor registrado para um trimestre encerrado em setembro desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), em 2012.
De acordo com o IBGE, a população desocupada diminuiu 4% na comparação com o trimestre anterior, o equivalente a 234 mil pessoas a menos em busca de trabalho. Em relação ao mesmo período de 2025, a redução foi de 6,9%.
A população ocupada chegou ao maior número da série histórica, com crescimento de 0,6% no trimestre e de 1,2% na comparação anual. O nível de ocupação, que representa a proporção de pessoas trabalhando entre aquelas em idade de trabalhar, alcançou 59%.
Informalidade e rendimentos
A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada. O índice era de 37,4% no trimestre encerrado em junho e de 37,8% no mesmo período de 2025.
O número de trabalhadores por conta própria chegou a 26,1 milhões, enquanto o de empregados domésticos ficou em 5,4 milhões. Já os trabalhadores sem carteira assinada no setor privado somaram 13,7 milhões. Os três grupos permaneceram estáveis no trimestre.
O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.790. O valor ficou estável em relação ao trimestre anterior e apresentou crescimento de 3,6% na comparação com o mesmo período do ano passado.





