Ativos brasileiros no exterior seguem voláteis após reeleição de Lula

Os ativos brasileiros negociados no mercado internacional continuam sob pressão nesta terça-feira (27), após a forte reação dos investidores à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A movimentação ocorre em meio à expectativa por sinais sobre a política econômica e fiscal que será adotada pelo presidente no próximo mandato.

Um dos principais indicadores acompanhados por investidores estrangeiros, o fundo de índice iShares MSCI Brazil ETF (EWZ), negociado em Nova York, chegou a abrir o pré-mercado em US$ 31,71, queda de aproximadamente 7,14% em relação ao fechamento anterior. Nas primeiras horas da manhã, o ativo recuperou parte das perdas e passou a ser negociado perto de US$ 34,24, alta de cerca de 0,26% sobre o encerramento de segunda-feira (26), quando fechou a US$ 34,15.

Na sessão anterior, o EWZ havia recuado 19,82%, saindo de US$ 42,59 na sexta-feira (23) para US$ 34,15. O movimento refletiu a reação do mercado internacional ao resultado eleitoral brasileiro.

Os recibos de ações de grandes empresas brasileiras negociados nos Estados Unidos, conhecidos como ADRs, também seguem no radar dos investidores. Papéis da Petrobras e da Vale acompanham as expectativas sobre as decisões de investimento, a distribuição de dividendos e o comportamento das commodities. No setor financeiro, ações de instituições como Itaú, Bradesco e Nu Holdings são influenciadas pelas projeções para os juros e as contas públicas brasileiras.

No mercado doméstico, a Bolsa de Valores brasileira teve uma sessão de forte turbulência na segunda-feira. O Ibovespa sofreu uma interrupção temporária das negociações, conhecida como circuit breaker, após a pressão sobre os contratos futuros do índice. As operações foram retomadas às 10h40, mas as perdas continuaram ao longo do dia.

Às 10h46, o índice chegou a recuar 16,94%, aos 170.340,70 pontos. Por volta das 12h27, a queda havia diminuído para 15%, e, às 15h10, o Ibovespa registrava baixa de 14,69%.

No fechamento, o índice ficou em 176.608,23 pontos, com queda de 13,88%, segundo os dados divulgados sobre o pregão. O dólar comercial também avançou: encerrou a segunda-feira cotado a R$ 5,40, alta de 8,22% em relação ao fechamento

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