Noiva perde companheiro antes do casamento e enfrenta batalha judicial por reembolso contra salão de festas

Um salão de festas em San Marcos, no Texas, nos Estados Unidos, entrou com um processo contra uma mulher que perdeu o noivo meses antes do casamento e tentava recuperar o dinheiro pago pela cerimônia. A empresa, que já havia se recusado a devolver os valores, alegou na ação que não recebeu provas do falecimento e passou a exigir o pagamento do restante do contrato.

Diego Hernandez morreu aos 25 anos, sete meses antes da data prevista para o casamento, marcado para 20 de novembro. O casal havia pago quase US$ 16 mil dólares pelo evento, valor equivalente a cerca de R$ 76 mil reais.

Salão sugeriu remarcar a festa

Após a morte do noivo, a mulher procurou a empresa para solicitar o reembolso. O salão, porém, recusou o pedido, justificando que o contrato não previa uma cláusula específica para casos de falecimento de clientes.

Como alternativa, a proprietária sugeriu que a família transferisse a data da celebração para o futuro ou utilizasse o valor pago na organização de outro tipo de festa.

Em uma mensagem, a empresa afirmou estar aberta a discutir opções como a remarcação do evento ou o aproveitamento do dinheiro em outra comemoração.

Sem chegar a um acordo, a noiva entrou com uma ação judicial no fim de julho. Em resposta, o salão apresentou uma contra-acusação, cobrando o restante do valor previsto no contrato e afirmando que não havia recebido documentação que comprovasse a morte de Diego.

Família relata desgaste emocional

Em entrevista a um veículo internacional, a mãe de Diego relatou que chegou a implorar por uma solução pouco antes de ver o corpo do filho pela última vez.

A mulher também criticou a postura da empresa e afirmou que a família está emocionalmente esgotada diante da situação.

“ Onde estão os valores morais deles? Onde estão os princípios morais deles? Não temos mais forças para lutar. Estamos emocionalmente exaustos”, desabafou.

O caso ganhou repercussão pela decisão do salão de manter a cobrança mesmo após a morte do noivo e pela disputa judicial envolvendo o reembolso do dinheiro pago para a festa.

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