A Justiça Federal do Rio de Janeiro tornou réus 12 ex-executivos da Americanas acusados de envolvimento no esquema de fraude contábil que provocou uma das maiores crises da história da varejista. A decisão foi tomada pela 6ª Vara Federal Criminal, que recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) em 2025.
As irregularidades vieram à tona em janeiro de 2023 e revelaram inconsistências bilionárias nos registros financeiros da companhia. O caso abalou a confiança do mercado e levou a empresa a entrar com pedido de recuperação judicial naquele mês, diante de dívidas estimadas em dezenas de bilhões de reais.
Com o recebimento da denúncia, os 12 acusados passam a responder formalmente à ação penal. A decisão, no entanto, não representa uma condenação. A responsabilidade individual de cada um deverá ser analisada durante o andamento do processo.
As investigações buscam esclarecer como as supostas manipulações contábeis foram realizadas, além de apurar possíveis omissões de informações financeiras e a participação de antigos integrantes da administração da empresa.
Em manifestação à imprensa, a Americanas informou que ainda não havia tido acesso à decisão judicial. A companhia declarou confiar na Justiça e nas autoridades para que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados.
A empresa também reiterou que se considera vítima de uma fraude estruturada e dolosa atribuída a ex-integrantes de sua administração.
O processo criminal tramita sob segredo de Justiça, o que restringe o acesso público aos detalhes da decisão e às informações completas sobre os denunciados.
O recebimento da denúncia representa uma nova etapa judicial do caso, que continua sob apuração para esclarecer as circunstâncias das irregularidades e determinar a eventual responsabilidade dos envolvidos.





