Acre investe 74% do valor considerado ideal por aluno na educação pública, aponta estudo

O Acre investiu o equivalente a 74% do valor considerado necessário para garantir condições adequadas de ensino na rede pública, segundo levantamento do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), divulgado pela Folha de S.Paulo no domingo (11). O estudo analisou os gastos estaduais com educação entre 2021 e 2025 e utilizou como referência o Custo Aluno-Qualidade (CAQ), indicador que estima o investimento anual necessário por estudante.

Apesar de estar entre os estados que mais se aproximam do parâmetro, o Acre ainda não alcançou o patamar considerado ideal pelos pesquisadores. O percentual coloca o estado ao lado de São Paulo e Amapá, que registraram aproximadamente 77% do valor de referência.

O levantamento aponta que a insuficiência de recursos é um problema na maior parte do país. Das 27 unidades da Federação, 18 gastaram, em média, menos da metade do valor considerado necessário por aluno durante o período analisado.

O Distrito Federal foi a única unidade da Federação a superar o parâmetro na estimativa considerada mais realista pelo estudo. O gasto anual chegou a R$ 16 mil por matrícula, diante de uma referência de R$ 10 mil.

Na outra ponta, o Maranhão registrou investimento médio de R$ 2,8 mil por estudante, equivalente a cerca de 22% dos R$ 12,6 mil estimados como necessários. Alagoas aplicou aproximadamente 25% do valor de referência, enquanto o Ceará alcançou 28%.

O estudo utiliza o Custo Aluno-Qualidade para avaliar se os recursos destinados à educação pública são suficientes para assegurar condições adequadas de aprendizagem. No caso do Acre, o resultado indica que o investimento por matrícula permanece abaixo do patamar estimado como necessário para garantir a qualidade do ensino.

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