Zequinha diz que governo fechou portas para Cruzeiro do Sul após escolha política e reafirma apoio a Gladson Cameli

Durante entrevista concedida ao programa Juruá Notícias, da TV Juruá, nesta sexta-feira (2), o prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, destacou investimentos em obras e programas sociais e falou abertamente sobre o cenário político estadual. Ao comentar os desdobramentos das eleições, o gestor afirmou que o Governo do Estado teria rompido relações com a Prefeitura por conta de seu posicionamento político.

Segundo Zequinha, divergências eleitorais não deveriam interferir nas relações institucionais entre os poderes.

“O governo fechou todas as portas para a Prefeitura de Cruzeiro do Sul por conta do meu posicionamento político. E aí é onde está o erro, porque as relações institucionais nunca poderão deixar de existir. Todas as pessoas têm suas escolhas. Eu não sou obrigado a ir junto com a governadora e a governadora não é obrigada a ir junto comigo. Cada um tem a sua opção”, declarou.

O prefeito afirmou que espera a retomada do diálogo após o período eleitoral.

“O que eu espero é que, passando a política, independente de quem ganhe ou de quem perca, as pessoas possam se juntar para trabalhar por um único objetivo, que é cuidar da população. A campanha é passageira. Quando termina, todo mundo precisa voltar a trabalhar pelas pessoas.”

Durante a entrevista, Zequinha também rebateu críticas de adversários e negou ter sido desleal ao ex-governador Gladson Cameli, a quem voltou a declarar apoio público.

“Disseram que eu era desleal. Como eu sou desleal? O que eu fiz contra o Gladson? Em 2022 eu assumi a responsabilidade da campanha dele aqui. Sempre disse ao Gladson que ele teria meu apoio. O meu candidato ao Senado é o Gladson Cameli e eu nunca escondi isso de ninguém.”

O prefeito ainda fez críticas a integrantes do atual governo que, segundo ele, teriam se afastado politicamente do ex-governador.

“Tem gente que está no governo hoje porque o Gladson deu oportunidade. Quando ele deixou o governo, as primeiras pessoas que saíram foram justamente as ligadas a ele. Então quem é desleal? Eu continuo apoiando o Gladson, continuo pedindo voto para ele e não vou me arrepender disso.”

Mais de R$ 2 milhões para instituições sociais

Zequinha também destacou a assinatura de convênios que somam mais de R$ 2 milhões para entidades assistenciais do município.

“São recursos que chegam na hora certa. Conversava com a irmã Simone, dos Vicentinos, e ela dizia que agora está tranquila até a metade do próximo ano porque terá condições de manter os idosos com alimentação, saúde e toda a assistência necessária.”

Novas obras e investimentos

O prefeito informou que a gestão possui atualmente cinco obras em andamento, sete prontas para receber ordem de serviço após o período eleitoral e outros nove projetos aguardando aprovação junto aos ministérios.

Entre as intervenções citadas está a revitalização da Avenida Copacabana.

“Já estamos iniciando a pavimentação. Na próxima semana começamos a asfaltar os primeiros 400 metros e outra empresa dará sequência até a rotatória do antigo Ciretran. Nossa expectativa é concluir a pavimentação ainda neste verão.”

Ele também anunciou a inauguração de um centro de atendimento ao cidadão no prédio onde funcionava o antigo Banco do Brasil.

“Todos os serviços da prefeitura estarão reunidos em um único espaço. Quem precisar de atendimento da Saúde, Educação, Obras ou Meio Ambiente encontrará tudo no mesmo lugar.”

Outra obra destacada foi a Casa do Agricultor, que deverá ser entregue até o final do ano.

“Será uma referência para a nossa região. Terá capacidade para acolher até 40 pessoas, principalmente agricultores que vêm para Cruzeiro do Sul em busca de tratamento de saúde e não têm onde ficar.”

Ao encerrar a entrevista, Zequinha defendeu a participação popular nas eleições e pregou respeito às diferentes posições políticas.

“Eleição é importante porque dá ao cidadão a oportunidade de escolher. O que eu peço é que as pessoas votem com consciência. Não vale a pena perder amizade ou criar divisão por causa de política. Depois da eleição, todos precisam se unir para trabalhar pelo bem da população.”

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