Contas do governo registram déficit de R$ 13,6 bilhões em agosto

As contas do governo central, que incluem Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, registraram déficit primário de R$ 13,6 bilhões em agosto de 2026. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (29) pelo Tesouro Nacional por meio do Relatório do Tesouro Nacional (RTN).

O resultado representa uma melhora em relação ao mesmo período do ano passado, quando o déficit foi de R$ 15,5 bilhões. Ainda assim, no acumulado dos últimos 12 meses, o saldo negativo chegou a R$ 68,7 bilhões, equivalente a 0,53% do Produto Interno Bruto (PIB).

De janeiro a agosto deste ano, o déficit acumulado do governo central alcançou R$ 94,8 bilhões, acima dos R$ 85,8 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

Segundo o Tesouro Nacional, a receita total do governo cresceu R$ 13,1 bilhões em agosto, alta real de 5,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado. O aumento foi impulsionado principalmente pela arrecadação de tributos federais, como Imposto de Importação, IPI, Cofins e contribuições para a Previdência Social.

As despesas também cresceram no período, com alta real de 1,9%, influenciadas principalmente pelos gastos com benefícios previdenciários, créditos extraordinários e outras despesas obrigatórias.

A meta fiscal do governo federal para 2026 prevê superávit de 0,25% do PIB, o equivalente a cerca de R$ 34 bilhões. Pela regra do arcabouço fiscal, há uma margem de tolerância que permite o cumprimento da meta mesmo com resultado próximo de zero ou superávit inferior ao valor projetado.

O resultado acumulado deste ano é composto por superávit de R$ 182,8 bilhões do Tesouro Nacional, déficit de R$ 684 milhões do Banco Central e déficit de R$ 277 bilhões da Previdência Social.

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