O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou neste sábado (26), durante discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que Moscou pretende cumprir os objetivos estabelecidos para a guerra na Ucrânia.
Segundo Lavrov, a chamada “operação militar especial”, termo usado pelo governo russo para se referir à invasão iniciada em fevereiro de 2022, continuará até que as metas estabelecidas pelo Kremlin sejam alcançadas.
“Nossa luta pela verdade e pela justiça será levada até o fim. Os objetivos da operação militar especial serão alcançados, as ameaças à segurança da Rússia serão eliminadas e a vida pacífica será restaurada. Isso acontecerá não importa as circunstâncias”, afirmou Lavrov.
O chanceler russo também acusou governos europeus de tentar impedir o avanço das negociações para encerrar o conflito. Segundo ele, países da Europa estariam trabalhando contra os esforços diplomáticos apoiados pelos Estados Unidos para aproximar Moscou e Kiev.
A acusação ocorre em meio a novas iniciativas diplomáticas envolvendo Rússia, Ucrânia e Estados Unidos. Apesar dos contatos entre os governos, ainda não houve um acordo para um cessar-fogo abrangente, e os dois lados continuam divergindo sobre as condições para o encerramento dos combates.
Exigências de Moscou
Ao longo do conflito, o Kremlin apresentou exigências relacionadas à situação territorial e política da Ucrânia e às garantias de segurança que considera necessárias para a Rússia.
A guerra teve início em 2014, após a anexação da Crimeia pela Rússia e o começo dos combates no Donbas. Em fevereiro de 2022, Moscou iniciou a invasão em larga escala do território ucraniano.
A ONU, por sua vez, mantém o apelo por um cessar-fogo imediato, completo e incondicional e pela retirada das forças russas do território ucraniano dentro das fronteiras internacionalmente reconhecidas.
Críticas aos países europeus
Durante o discurso, Lavrov voltou a acusar países europeus de dificultarem uma solução diplomática para a guerra. A declaração ocorreu no mesmo período em que o chanceler russo manteve contatos diplomáticos em Nova York durante a Assembleia Geral.
No sábado, Lavrov também se reuniu com o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul. O encontro foi o primeiro entre os chanceleres dos dois países desde a invasão russa de 2022.
Enquanto as negociações permanecem sem um acordo definitivo, Rússia e Ucrânia continuam realizando ataques e operações militares. A ONU informou nesta semana que ataques russos contra infraestrutura energética ucraniana continuam aumentando a vulnerabilidade da população civil antes da chegada do inverno.





