Gladson Cameli, candidato ao Senado e ex-governador do Acre, afirmou nesta quarta-feira (23) que a operação da Polícia Federal realizada em sua residência teve motivação política e questionou um suposto vazamento de informações para adversários e profissionais da imprensa.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Gladson declarou que sempre respeitou as instituições e a Justiça, mas disse acreditar que a ação ocorreu em um contexto eleitoral. Segundo ele, a investigação que motivou a operação já teria sido alvo de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas à validade de provas produzidas no processo.
O candidato também questionou a presença de jornalistas e blogueiros em frente à sua residência antes da chegada dos agentes da Polícia Federal.
“Quem vazou essa informação? Quem colocou essas pessoas lá? Quem se beneficia com essa perseguição contra mim?”, declarou.
Durante a manifestação, Gladson citou a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1017, decisão do STF relacionada à adoção de medidas cautelares contra candidatos durante o período eleitoral. O ex-governador argumentou que a norma deveria ter sido observada em seu caso.
Ao comentar o cenário político, Gladson afirmou que a operação estaria relacionada à sua candidatura ao Senado e à posição que ocupa nas pesquisas eleitorais. A declaração foi feita pelo próprio candidato durante o pronunciamento.
Apesar da operação, ele afirmou que continuará cumprindo sua agenda de campanha em todo o Acre.
“Uma eleição se perde e se ganha no voto. E eu não vou baixar a cabeça nem aceitar este tipo de perseguição”, disse.
As declarações foram dadas um dia após a deflagração das operações Ptolomeu IV e Umbra pela Polícia Federal. As ações cumpriram 28 mandados de busca e apreensão no Acre e resultaram na apreensão de aproximadamente R$ 1 milhão em dinheiro, além de três prisões em flagrante por posse ilegal de armas.
Segundo a Polícia Federal, a Operação Ptolomeu IV apura suspeitas relacionadas a contratos públicos, incluindo a construção da nova sede do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac). Já a Operação Umbra investiga uma suposta estrutura criada para obter informações sigilosas sobre ações da própria PF.
As alegações de perseguição política e de vazamento de informações foram feitas por Gladson Cameli. As investigações seguem em andamento.





