“Informação e Respeito”: escolas de Cruzeiro do Sul promovem projeto pela inclusão

As escolas da Rede Estadual de Educação de Cruzeiro do Sul desenvolveram, entre os dias 14 e 18 de setembro, o projeto “Informação e Respeito como Pontes para a Inclusão”, em alusão ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro.

A iniciativa foi idealizada, estruturada e institucionalizada pelo Núcleo de Apoio Pedagógico à Inclusão (Napi) desde o ano passado. Segundo a coordenadora pedagógica do núcleo, Erika Moraes, a proposta busca ampliar o debate sobre inclusão e conscientizar a comunidade escolar sobre as diferenças e os desafios enfrentados pelas pessoas com deficiência.

“O projeto é de extrema importância para que possamos trabalhar essas pautas dentro das escolas, pensando na escola como um espaço privilegiado de formação humana, de diálogo, de escuta ativa, de inclusão e, acima de tudo, por ser um espaço transformador”, destacou Erika.

A proposta foi apresentada às unidades durante o 4º Seminário em Educação Especial e vem ganhando adesão a cada edição. Na primeira edição, realizada no ano passado, 42 escolas participaram das atividades. Neste ano, de acordo com a coordenadora, a mobilização das instituições também foi expressiva.

Entre os objetivos do projeto está a sensibilização dos estudantes para o respeito às diferenças, a empatia e o acolhimento. A iniciativa também aborda as lutas enfrentadas pelas pessoas com deficiência na sociedade, buscando estimular os alunos a compreender diferentes realidades e contribuir para uma convivência mais inclusiva.

A maioria das escolas realizou a culminância das atividades no dia 18 de setembro, enquanto algumas unidades estenderam a programação até a semana seguinte.

Como encerramento institucional, o Napi promove nesta segunda-feira (21) o 3º Protagonismo Surdo, no Senac de Cruzeiro do Sul, dentro da programação alusiva à data.

O projeto também envolve diretamente pessoas com deficiência nas atividades realizadas pelas escolas. Conforme Erika, os participantes desenvolvem palestras, rodas de conversa e momentos de interação com os estudantes, compartilhando experiências e histórias de vida.

“Incluir não é só estar junto, não é só integrar, é oportunizar que essas pessoas com deficiência sintam-se parte do ambiente, sintam-se parte da sociedade”, afirmou a coordenadora.

Segundo ela, além das escolas, outras instituições parceiras também participam da iniciativa, ampliando as ações de conscientização e promovendo momentos de reflexão entre os estudantes.

A coordenadora ainda agradeceu a adesão das escolas e ressaltou que o contato direto dos alunos com pessoas com deficiência contribui para ampliar o conhecimento, estimular a empatia e fortalecer a inclusão no ambiente escolar.

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