A Justiça de Goiás condenou um casal a mais de 363 anos de prisão pelos crimes de estupro de vulnerável e armazenamento de material de abuso sexual infantil em Morrinhos, no sul do estado. Segundo o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), os dois utilizavam a própria filha para atrair outras crianças para a residência da família.
A mulher foi condenada a 159 anos e 17 dias de reclusão, além de multa. Já o homem recebeu pena de 204 anos, quatro meses e dez dias de prisão, também com aplicação de multa. Ambos deverão cumprir a pena inicialmente em regime fechado e não poderão recorrer em liberdade.
De acordo com as investigações, as vítimas tinham entre 3 e 7 anos de idade. A mulher também oferecia serviços de babá para famílias da região, o que facilitava o contato com as crianças.
Os crimes teriam ocorrido entre 2021 e 2025. O caso foi descoberto após a filha da mulher encontrar uma mensagem enviada pelo padrasto no celular da mãe e relatar o conteúdo a familiares, que procuraram as autoridades.
Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, a polícia encontrou cerca de 230 gigabytes de material de abuso sexual infantil armazenados em aparelhos eletrônicos do casal. Segundo o TJGO, entre os arquivos havia registros envolvendo diversas vítimas, incluindo imagens dos próprios crimes praticados pelos condenados.
Além das penas de prisão, a Justiça determinou a perda do poder familiar sobre os filhos do casal. A sentença também fixou indenização de R$ 30 mil para cada vítima dos abusos e de R$ 10 mil para cada criança cujas imagens foram armazenadas ilegalmen





