Apenas 105 dos corpos recuperados após as devastadoras enchentes no Nepal foram identificados e entregues às famílias. O número corresponde a cerca de 7% das vítimas encontradas até o momento e evidencia a dimensão do trabalho das autoridades para localizar e identificar milhares de desaparecidos.
Segundo a Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres do Nepal, pelo menos 1.399 pessoas morreram e cerca de 5.200 continuam desaparecidas após o desastre. Entre os desaparecidos estão 636 estrangeiros.
Semanas após uma torrente de lama, pedras e água ser provocada pelo colapso de uma geleira, familiares continuam em busca de informações sobre parentes. Com o passar dos dias, diminuem as esperanças de encontrar sobreviventes.
As autoridades informaram que já foram coletadas amostras de DNA de 1.206 corpos e de 1.889 familiares de pessoas desaparecidas. Apesar do esforço, somente 105 vítimas haviam sido identificadas e liberadas para os parentes.
As operações de busca mobilizam drones equipados com câmeras térmicas e helicópteros. Especialistas também foram enviados para atuar no resgate de trabalhadores que ficaram presos em túneis de usinas hidrelétricas atingidas pelo desastre.
As buscas já resultaram em alguns resgates de pessoas encontradas com vida dentro de túneis de instalações de energia. No entanto, familiares de estrangeiros relataram que o fluxo de informações sobre as operações de resgate diminuiu nos últimos dias.
De acordo com as autoridades nepalesas, o espaço aéreo limitado, o terreno montanhoso de difícil acesso e o grande volume de detritos deixados pelas enchentes estão entre os principais obstáculos para localizar os desaparecidos.
O governo afirma que mantém atualizações regulares às embaixadas e às famílias das vítimas por meio de canais diretos e indiretos, enquanto as equipes continuam trabalhando nas áreas afetadas.





