Trabalhadores dos Correios realizaram, na última segunda-feira (14), um ato em frente ao edifício-sede da empresa no Acre para protestar contra o modelo de reestruturação adotado pela direção nacional.
Entre as principais preocupações da categoria está a redução da rede de atendimento no estado. O processo já resultou no fechamento de agências, incluindo a unidade de Porto Walter, no Vale do Juruá.
A mobilização ocorreu após os trabalhadores acreanos aderirem à greve nacional iniciada na última sexta-feira (11). Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios no Acre, Suzy Cristiny, a paralisação deve continuar até que a empresa apresente uma proposta que atenda às reivindicações da categoria e preserve os direitos dos funcionários.
De acordo com o sindicato, as agências continuam funcionando parcialmente, com 80% do efetivo, conforme determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A entidade informou que pretende recorrer da decisão por meio do departamento jurídico.
Porto Walter está entre as agências fechadas
O encerramento das atividades da agência de Porto Walter está entre as situações que mais preocupam os trabalhadores e moradores do interior. Segundo o sindicato, o município do Vale do Juruá já não conta com a unidade dos Correios.
Outra agência que teve as atividades encerradas fica em Epitaciolândia. A categoria afirma ainda que existe risco de fechamento das unidades de Plácido de Castro e do bairro João Eduardo, em Rio Branco.
Para o sindicato, a redução da rede de atendimento prejudica tanto os trabalhadores quanto a população, principalmente nos municípios onde os Correios representam um importante ponto de acesso a serviços postais.
Categoria também questiona proposta salarial
Além da manutenção das agências, os funcionários reivindicam mudanças na proposta salarial apresentada pela empresa e a preservação de benefícios.
Segundo Suzy Cristiny, a proposta prevê apenas a reposição da inflação, sem representar ganho real para os trabalhadores.
“A proposta salarial que eles apresentaram não traz um aumento real, somente a reposição da inflação. E o plano de saúde dos trabalhadores também está sofrendo um ataque severo”, afirmou.
A dirigente sindical defendeu a abertura de diálogo para discutir um novo modelo de reestruturação dos Correios, sem redução de direitos e sem fechamento de unidades.
Ainda segundo a presidente do sindicato, os trabalhadores não devem ser responsabilizados pelas dificuldades financeiras enfrentadas pela empresa. Ela afirmou que o movimento sindical tem apresentado alternativas para ajudar os Correios a enfrentar o cenário.
Principais reivindicações
Entre os pedidos apresentados pelos trabalhadores estão a preservação do plano de saúde, a garantia do pagamento do repouso trabalhado, a manutenção do ticket extra e do adicional de férias, reposição salarial, melhores condições de trabalho e a manutenção da rede de atendimento dos Correios no Acre.





