GP da Espanha terá mudanças no circuito de Madring após críticas dos pilotos

O circuito de Madring, nova sede do Grande Prêmio da Espanha de Fórmula 1, deverá passar por mudanças para as próximas temporadas. A organização da prova reconheceu as críticas feitas por pilotos após a corrida deste domingo (13) e afirmou que pretende trabalhar em melhorias no traçado.

Entre os pilotos que se manifestaram sobre o circuito estão Gabriel Bortoleto, Oliver Bearman, Kimi Antonelli, George Russell, Lando Norris e Alex Albon. As principais reclamações foram relacionadas à dificuldade para realizar ultrapassagens e ao risco elevado de colisões durante as tentativas de manobra.

O diretor da prova, Luis Garcia Abad, afirmou que a organização está aberta às sugestões e confirmou que o traçado deverá ser alterado já para a próxima edição.

“Para ser sincero, a FIA definiu claramente qual é a maneira de melhorar o traçado da pista, e estaremos abertos a sugestões, pois teremos que refazer a pista para o próximo ano. Acredito sinceramente que os pilotos gostaram muito da classificação. Mas, com certeza, vamos tentar fazer melhorias para o próximo ano”, disse.

Madring estreou no calendário da Fórmula 1 neste fim de semana. O circuito semi-permanente foi construído ao redor do complexo de exposições IFEMA Madrid, na região de Barajas, na capital espanhola.

A etapa também marcou o retorno da Fórmula 1 a Madri após 45 anos. A última corrida da categoria na cidade havia sido realizada em 1981, no circuito de Jarama. Depois disso, o GP da Espanha passou por outras sedes até se estabelecer em Barcelona, que recebeu a prova de forma contínua entre 1991 e 2025.

A falta de ação não foi exclusiva da Fórmula 1. As corridas da Fórmula 3 e da Fórmula 2 realizadas em Madring durante o fim de semana também tiveram menos movimentação do que o esperado. Na F1, o resultado da prova acabou sendo definido sob safety car virtual após a quebra do carro de Lance Stroll.

Apesar das críticas, Madring tem contrato de dez anos com a Fórmula 1. O acordo começou nesta temporada e garante a permanência da etapa no calendário até 2035.

Até o momento, os organizadores não detalharam quais alterações serão feitas no circuito. Abad, porém, garantiu que existe estrutura e espaço para realizar as modificações necessárias.

“Temos o espaço, o local, as instalações e a capacidade para fazer isso. Tenho certeza de que a FOM, a FIA e nós mesmos vamos tentar. Se pudermos melhorar alguma coisa, faremos isso”, afirmou.

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