Moradores de diferentes bairros de Cruzeiro do Sul têm relatado problemas relacionados à limpeza das vias públicas e ao acúmulo de entulhos em algumas áreas do município. Embora a coleta de resíduos domésticos siga um cronograma específico, a retirada de materiais maiores, como restos de obras e outros entulhos, ocorre de acordo com um planejamento diferente.
Um dos moradores que chamou atenção para a situação foi o pastor Ribeiro, residente no bairro Cruzeirinho Novo. Segundo ele, além do acúmulo de entulho nas proximidades das ruas, também há falta de caixas de lixo em algumas áreas. O morador afirma que a limpeza não passa pela rua onde mora há pelo menos dois meses.
“Infelizmente nosso bairro está completamente abandonado pelo poder público”, afirmou.


Diante das reclamações, a coordenadora do Departamento de Limpeza Pública, Veronica Vale, esclareceu alguns pontos sobre o funcionamento dos serviços. Segundo ela, os moradores precisam ficar atentos ao cronograma de roçagem e limpeza dos bairros, que a mesma afirma ser avisado previamente por meio de um carro de som sobre a data em que o serviço será realizado.
A orientação é que os moradores aproveitem esse período para retirar os entulhos acumulados nos quintais e colocá-los para recolhimento durante a passagem da equipe de limpeza. Após a realização do serviço no bairro, o descarte de novos entulhos deve ser feito mediante pagamento de uma taxa, conforme orientação do Departamento de Limpeza Pública ou da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

“Vai entrar um carro avisando o dia, e as pessoas aproveitem para retirar os entulhos dos seus quintais. Esse será o dia em que as pessoas vão poder tirar os entulhos dos seus quintais para o bairro poder ficar limpo. Após essa limpeza, as pessoas teriam que pagar uma taxa para descartar esses entulhos. Teriam que se dirigir ao Departamento de Limpeza ou à Secretaria de Meio Ambiente”, explicou Veronica.
A coordenadora também destacou que a limpeza das ruas e a coleta de lixo residencial são serviços diferentes. O caminhão responsável pela coleta dos resíduos domésticos não faz a retirada de entulhos, como restos de construção e materiais maiores.
“As pessoas confundem que, porque tem a caixa de lixo, podem jogar entulho próximo a elas. Esse entulho não vai no caminhão coletor e atrapalha a coleta de resíduos domésticos”, afirmou.
Outra reclamação apresentada pelos moradores diz respeito à ausência de lixeiras em determinadas áreas. Sobre esse ponto, Veronica Vale explicou que, segundo a legislação, a Prefeitura não tem obrigação de fornecer caixas de lixo para todas as residências.
De acordo com a coordenadora, cabe ao proprietário de cada imóvel providenciar o recipiente adequado para o armazenamento dos resíduos. As caixas disponibilizadas pelo poder público são destinadas a situações específicas, principalmente para moradores que enfrentam dificuldades de acesso às vias principais e onde a chegada do caminhão coletor é inviável.
“Pela lei, a Prefeitura não tem obrigação de fornecer caixas de lixo. O proprietário da residência é que tem que providenciar a sua”, explicou.
O Departamento de Limpeza Pública orienta os moradores a acompanharem os avisos sobre os dias de limpeza e roçagem nos bairros e, em caso de dúvidas sobre o descarte de entulhos, procurarem o órgão responsável ou a Secretaria de Meio Ambiente para receber informações sobre os procedimentos adequados.





