Os governos do Reino Unido, França e Canadá anunciaram nesta terça-feira (8) sanções contra assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada. As medidas incluem a proibição da importação de produtos fabricados nos assentamentos e restrições à divulgação de anúncios de terrenos nessas áreas.
Outros nove países — Dinamarca, Finlândia, Islândia, Irlanda, Noruega, Polônia, Portugal, Espanha e Suécia — também se comprometeram a adotar restrições nacionais ou apoiar medidas europeias contra o comércio de produtos provenientes dos assentamentos.
Em comunicado conjunto, Reino Unido, França e Canadá afirmaram que a situação na Cisjordânia estaria se deteriorando rapidamente, citando o aumento da violência praticada por colonos e a expansão dos assentamentos israelenses. Os países também pediram que Israel interrompa a ampliação dos assentamentos, responsabilize envolvidos em episódios de violência e investigue denúncias contra forças israelenses.
As sanções comerciais anunciadas pelo Reino Unido devem entrar em vigor dentro de um prazo de seis a nove meses. Os 12 países envolvidos afirmaram ainda apoiar a solução de dois Estados, com Israel e Palestina coexistindo de forma pacífica, e disseram que as ações do governo israelense na Cisjordânia prejudicam essa possibilidade.
A Cisjordânia é considerada território palestino pela Organização das Nações Unidas (ONU), mas está sob ocupação israelense desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.
Críticas do Reino Unido
O chanceler britânico Ed Miliband acusou Israel de promover uma “limpeza étnica” na Palestina e afirmou que a situação representa “uma mancha na consciência do mundo”. Segundo ele, o governo britânico considera ilegais os assentamentos israelenses na Cisjordânia e classificou alguns colonos como “terroristas”.
Miliband também criticou a expansão dos assentamentos durante os últimos quatro anos do governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. De acordo com o chanceler, nesse período foram aprovados mais assentamentos do que nos 20 anos anteriores.
Ele citou ainda demolições de casas, destruição de estradas e infraestrutura pública e o deslocamento de famílias de suas residências.
Em resposta às declarações, Israel determinou o fechamento do consulado do Reino Unido em Jerusalém e afirmou que as acusações feitas pelo chanceler britânico são falsas.





