Uma colisão envolvendo um carro e duas motocicletas deixou três pessoas mortas e uma quarta gravemente ferida na madrugada de domingo, 30 de agosto, no quilômetro 16 da BR-364, entre os municípios de Tarauacá e Feijó, no interior do Acre.
As vítimas foram identificadas como Antônio Carlos Parente da Silva, Nahyure Antonieta Gomes de Oliveira e Verony da Costa Viana Silva. A quarta pessoa envolvida no acidente não teve a identidade divulgada e foi encaminhada em estado grave para Cruzeiro do Sul.
O motorista do automóvel foi identificado como o advogado João Victor Casas Lopes, que ocupava o cargo de assessor especial da Casa Civil do governo do Acre. Segundo a Polícia Civil, ele havia consumido bebida alcoólica no momento do acidente.
A investigação deverá esclarecer as circunstâncias da colisão e determinar as responsabilidades pela morte das três vítimas. A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB-AC) acompanha o caso.
O que aconteceu?
O acidente ocorreu na madrugada de domingo, 30 de agosto, no quilômetro 16 da BR-364, no trecho entre Tarauacá e Feijó.
As vítimas estavam em duas motocicletas e trafegavam no sentido Tarauacá-Feijó quando ocorreu a colisão com o automóvel conduzido por João Victor Casas Lopes.
Antônio Carlos Parente da Silva, Nahyure Antonieta Gomes de Oliveira e Verony da Costa Viana Silva morreram no acidente. Uma quarta pessoa ficou gravemente ferida e precisou ser encaminhada para atendimento médico em Cruzeiro do Sul.
Quem é o motorista suspeito?
João Victor Casas Lopes é advogado e, até o dia do acidente, ocupava o cargo de assessor especial da Casa Civil do Acre.
De acordo com o delegado José Ronério, responsável pela investigação, foi constatado que o motorista havia ingerido bebida alcoólica.
Imagens publicadas em uma rede social também mostram João Victor consumindo bebida alcoólica durante a ExpoTarauacá, onde estava na noite do acidente enquanto participava de atividades relacionadas à campanha política.
Prisão e liberdade mediante fiança
João Victor foi preso em flagrante no domingo, 30 de agosto, em Tarauacá, após a colisão.
Ainda no mesmo dia, ele foi exonerado do cargo de assessor especial da Casa Civil, função comissionada que ocupava desde novembro de 2025.
O advogado constava na folha salarial do governo estadual com remuneração líquida de aproximadamente R$ 15,5 mil.
Na segunda-feira, 31 de agosto, João Victor passou por audiência de custódia e foi colocado em liberdade após o pagamento de mais de R$ 16 mil de fiança, valor correspondente a dez salários mínimos.
Segundo o Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), a liberdade provisória foi concedida com algumas medidas cautelares. Entre elas estão a obrigação de manter endereço e telefone atualizados, acompanhamento pela Central Integrada de Alternativas Penais (CIAP) e monitoramento eletrônico, sem prazo previamente fixado.
Investigação continua
O caso segue sob investigação para esclarecer a dinâmica da colisão, as circunstâncias que antecederam o acidente e as responsabilidades pela morte das três vítimas.
A apuração deverá reunir depoimentos, perícias e outros elementos que possam contribuir para esclarecer o que ocorreu no trecho da BR-364.
A OAB-AC acompanha o caso em razão do envolvimento de um advogado, enquanto as autoridades policiais continuam responsáveis pela investigação.





