Renda per capita do Acre chega a R$ 3,1 mil e fica entre as maiores da região Norte

O rendimento mensal per capita do Acre chegou a R$ 3.149 no segundo trimestre de 2026, colocando o estado na terceira posição entre os estados da região Norte. O valor representa uma alta de 8,9% em relação ao trimestre anterior, quando a renda média era de R$ 2.889.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento considera o período de abril a junho deste ano.

No ranking regional, o Acre ficou atrás apenas de Roraima, com R$ 3.568, e Tocantins, com R$ 3.498.

Número de desocupados cai

O levantamento também apontou uma redução no número de pessoas desocupadas ou desempregadas no Acre. O contingente, que era de aproximadamente 29 mil pessoas, caiu para 24 mil no segundo trimestre de 2026.

Segundo os dados, o aumento no número de acreanos com alguma fonte de rendimento contribuiu para a redução da desocupação e do desemprego entre pessoas com 14 anos ou mais, em uma série histórica analisada desde 2012.

Apesar do crescimento, a renda média do Acre ainda ficou abaixo da média nacional, de R$ 3.738.

Distrito Federal lidera ranking

No país, o Distrito Federal apresentou a maior renda média mensal do trabalho, com R$ 6.171, seguido por São Paulo, com R$ 4.447.

Na outra ponta do ranking, os menores rendimentos foram registrados no Maranhão (R$ 2.284), Piauí (R$ 2.547), Bahia (R$ 2.563) e Alagoas (R$ 2.578).

O que entra no cálculo

Entre os rendimentos considerados pelo IBGE estão valores provenientes de trabalho, aposentadorias e pensões, aluguel e arrendamento, pensão alimentícia, doações, mesadas e programas sociais do governo federal, como Bolsa Família e BPC-LOAS.

Também entram no cálculo rendimentos como seguro-desemprego, seguro-defeso, aplicações financeiras, bolsas de estudo, direitos autorais e ganhos com patentes.

Em 2024, o Acre havia registrado uma das menores rendas per capita do país. No ano passado, o Distrito Federal permaneceu na liderança nacional, seguido por São Paulo e Rio Grande do Sul.

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