Holanda registra primeira morte por vírus do Nilo Ocidental

Uma pessoa morreu em um hospital da Holanda após contrair o vírus do Nilo Ocidental no próprio país, informou nesta quarta-feira (26) o Instituto Nacional de Saúde Pública e Meio Ambiente da Holanda (RIVM). Este é o primeiro óbito relacionado a uma infecção adquirida localmente pelo vírus no país.

Na semana passada, o RIVM havia confirmado o primeiro caso de infecção pelo vírus do Nilo Ocidental contraída na Holanda desde 2020. Na ocasião, o instituto informou que o número de infecções provavelmente adquiridas dentro do território holandês havia chegado a três.

O RIVM não informou se a pessoa que morreu estava entre os casos identificados anteriormente e também não divulgou detalhes adicionais sobre o paciente.

O vírus do Nilo Ocidental é transmitido principalmente aos seres humanos por meio da picada de mosquitos infectados. Embora a maioria das pessoas não desenvolva sintomas ou apresente apenas manifestações leves, a infecção pode provocar quadros graves e potencialmente fatais.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de uma em cada 150 pessoas infectadas pode desenvolver uma doença grave, que pode atingir o sistema nervoso e provocar complicações importantes.

A circulação do vírus também tem aumentado a atenção das autoridades sanitárias europeias. Segundo a OMS, temperaturas mais elevadas estão proporcionando aos mosquitos condições favoráveis para permanecerem ativos por períodos mais longos e ocuparem áreas maiores, ampliando o potencial de disseminação do vírus.

Neste verão europeu, países como Grécia e Itália registraram aumento de casos da doença.

Apesar da confirmação do óbito e dos casos adquiridos localmente, o RIVM afirma que ainda é “muito improvável” que pessoas sejam infectadas pelo vírus do Nilo Ocidental na Holanda.

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