O governo federal reconheceu oficialmente, nesta quinta-feira (20), a situação de emergência decorrente da seca em todos os 22 municípios do estado do Acre, incluindo a capital, Rio Branco. A medida, publicada no Diário Oficial da União (DOU), foi assinada por Wolnei Wolff Barreiros, secretário nacional de Proteção e Defesa Civil.
A Portaria nº 2.659, de 19 de agosto, atende ao decreto estadual expedido em 31 de julho e valida as análises do processo sob o Código Brasileiro de Desastres (Cobrade). Com o enquadramento, os municípios estão autorizados a submeter planos de trabalho via Sistema Integrado de Informações sobre Desastres para obter repasses financeiros célere do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).
A portaria abrange as seguintes cidades: Acrelândia, Assis Brasil, Brasiléia, Bujari, Capixaba, Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia, Feijó, Jordão, Mâncio Lima, Manoel Urbano, Marechal Thaumaturgo, Plácido de Castro, Porto Acre, Porto Walter, Rio Branco, Rodrigues Alves, Santa Rosa do Purus, Sena Madureira, Senador Guiomard, Tarauacá e Xapuri.
Impactos e cenário na capital
Em Rio Branco, a administração municipal já havia decretado situação de emergência no dia 11 de agosto, com validade de 180 dias, após ter mantido o município em estado de alerta desde julho.
A escassez de chuvas gera reflexos nas esferas econômica, social e ambiental. As comunidades rurais registram prejuízos na agricultura familiar, na pecuária e na pesca artesanal, além de enfrentarem limitações no funcionamento de unidades de saúde e escolas. Para conter o desabastecimento na zona rural da capital, cerca de 40 comunidades recebem suprimento por caminhões-pipa, com estimativa municipal de distribuição superior a 40 milhões de litros de água.





