Crianças e adolescentes lideram o número de denúncias de violência registradas no Acre em 2026, segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). Até 13 de agosto, foram contabilizadas 567 denúncias envolvendo esse grupo, que representa mais da metade dos registros entre os públicos vulneráveis analisados pelo Painel de Violações.
Os dados mostram que o número de denúncias contra crianças e adolescentes aumentou principalmente entre maio e julho. Foram 102 registros em maio, 100 em junho e 97 em julho. Em agosto, até o dia 13, já haviam sido contabilizadas 32 denúncias.
Nos primeiros meses do ano, foram registrados 26 casos em janeiro, 69 em fevereiro, 75 em março e 66 em abril. Somados, os registros chegaram a 567 denúncias no período analisado.
Mais de mil denúncias no estado
O levantamento geral do MDHC aponta 1.036 denúncias de violência no Acre em 2026, além de 8.171 violações e 620 protocolos de denúncias.
Na distribuição mensal, foram registradas 76 denúncias em janeiro, 123 em fevereiro, 106 em março, 124 em abril, 188 em maio, 186 em junho, 174 em julho e 58 até o recorte de agosto.
Idosos aparecem em segundo lugar
Depois de crianças e adolescentes, as pessoas idosas aparecem como o segundo grupo com maior número de denúncias, com 275 registros.
Foram 30 denúncias em janeiro, 33 em fevereiro, 16 em março, 31 em abril, 41 em maio, 58 em junho, 51 em julho e 15 em agosto.
Na sequência estão as pessoas com deficiência, com 217 denúncias. O grupo registrou 9 casos em janeiro, 22 em fevereiro, 12 em março, 32 em abril, 40 em maio, 51 em junho, 38 em julho e 13 em agosto.
A violência contra a mulher aparece com 112 denúncias no período. Foram 10 registros em janeiro, 14 em fevereiro, 7 em março, 17 em abril, 24 em maio, 17 em junho, 17 em julho e 6 em agosto.
Outros grupos
A categoria cidadão, família ou comunidade soma 81 denúncias em 2026. Foram 10 registros em janeiro, 7 em fevereiro, 8 em março, 10 em abril, 21 em maio, 11 em junho, 9 em julho e 5 em agosto.
Entre pessoas em situação de restrição de liberdade, foram registradas 13 denúncias. Houve 2 casos em janeiro, 1 em fevereiro, 2 em abril, 6 em maio e 2 em julho. Não foram registrados casos em março, junho e agosto.
A população LGBTQIA+ aparece com 11 denúncias: 1 em janeiro, 4 em março, 1 em abril, 1 em maio e 4 em julho. Não houve registros em fevereiro, junho e agosto.
Já as pessoas em situação de rua tiveram o menor número de denúncias entre os grupos analisados, com apenas dois registros: um em março e outro em maio.
Os números do painel mostram que crianças e adolescentes concentram a maior parcela das denúncias de violência entre os públicos vulneráveis monitorados no Acre, reforçando a dimensão do desafio enfrentado pelo estado na prevenção e no combate às violações de direitos.





