Três integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) foram condenados pelo Tribunal do Júri de Barretos, no interior de São Paulo, por participação na execução de um homem submetido a um chamado “tribunal do crime”.
A decisão foi proferida na última quarta-feira (5), após denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). De acordo com as investigações, a vítima mantinha um relacionamento extraconjugal com uma mulher que vivia com uma filha de 12 anos. Segundo a denúncia, o homem teria abusado sexualmente da adolescente.
Ao tomar conhecimento do caso, a mãe da menina procurou uma das acusadas, sabendo que ela possuía ligação com o PCC. A partir disso, integrantes da facção organizaram um “tribunal do crime” para julgar o suposto abuso e definir a punição da vítima.
Ainda conforme a denúncia, o homem foi sequestrado, mantido em cárcere privado e submetido a sessões de tortura, enquanto os criminosos tentavam obter uma suposta confissão sobre o abuso contra a adolescente.
Após ser repetidamente espancada, a vítima foi colocada no porta-malas do próprio veículo e levada até uma fazenda. No local, os criminosos atearam fogo no carro, provocando a morte do homem, que foi carbonizado.
Os três réus foram condenados pelos crimes de homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado, tortura e organização criminosa. As penas variam entre 21 e 24 anos de prisão, a serem cumpridas inicialmente em regime fechado.
As defesas dos condenados não foram localizadas para comentar a decisão da Justiça.





