A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) informou que trabalha para fornecer à Ucrânia sistemas de defesa aérea considerados urgentes para enfrentar o aumento dos ataques russos. A declaração foi feita pelo secretário-geral da aliança, Mark Rutte, após um dos mais intensos bombardeios registrados recentemente no país.
O anúncio ocorre após a Ucrânia informar que não conseguiu interceptar nenhum dos 24 mísseis balísticos lançados pela Rússia durante um ataque realizado na quarta-feira (5). Segundo autoridades ucranianas, a ofensiva deixou pelo menos 17 mortos.
De acordo com a Força Aérea da Ucrânia, as defesas do país conseguiram derrubar 98 dos 115 drones lançados pela Rússia na mesma operação, mas nenhum dos mísseis balísticos.
Durante reunião sobre medidas de preparação para o inverno, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que o país enfrenta escassez de mísseis interceptadores e pediu maior rapidez nas decisões dos aliados ocidentais.
Zelensky também alertou para um aumento da produção de mísseis balísticos pela Rússia nos próximos meses, o que pode intensificar os ataques contra infraestrutura energética, centros logísticos e instalações industriais ucranianas.
Segundo autoridades da Ucrânia, os sistemas Patriot, de fabricação norte-americana, são atualmente os únicos equipamentos em operação no país capazes de interceptar alguns dos principais mísseis balísticos utilizados pelas forças russas.
A Otan não detalhou quais equipamentos serão enviados nem estabeleceu um cronograma para a entrega dos novos sistemas de defesa aérea.





