Presidente de bairro atribui ocupação no Remanso à falta de moradias e cobra execução de projetos habitacionais

A ocupação de um terreno público no bairro Remanso, em Cruzeiro do Sul, ganhou novos desdobramentos após o presidente da associação de moradores, José Maria, afirmar que o movimento é organizado e motivado pela demora na execução de projetos habitacionais anunciados para a área. Segundo ele, famílias continuam chegando ao local em busca de moradia, enquanto aguardam a construção de casas prometidas para o bairro.

De acordo com José Maria, a Prefeitura anunciou, em 2024, a construção de 100 unidades habitacionais no terreno e, posteriormente, apresentou um novo projeto com previsão de 48 casas. No entanto, segundo ele, nenhuma das iniciativas foi executada. O líder comunitário afirmou ainda que a principal dificuldade estaria relacionada à liberação dos projetos pela Caixa Econômica Federal.

O presidente da associação também contestou a justificativa apresentada pelo município para a ação de reintegração da área, ao afirmar que há famílias vivendo no local, mesmo sem infraestrutura adequada. Segundo ele, a ausência de energia elétrica não impede a ocupação, já que os moradores utilizam estruturas improvisadas e têm acesso à água nas proximidades.

A ocupação ocorre em meio ao déficit habitacional enfrentado pelo município e reacende o debate sobre a destinação de áreas públicas para programas de habitação. Até o momento, a Prefeitura mantém a posição de que o terreno é destinado a projetos habitacionais futuros e adotou medidas para tentar retomar a posse da área.

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