Ex-diretor funerário entregou cinzas erradas a famílias e sorriu durante atendimento, diz acusação

O ex-diretor funerário Robert Bush, de 48 anos, começou a ser sentenciado nesta segunda-feira (27) no Tribunal da Coroa de Hull, na Inglaterra, após admitir dezenas de crimes relacionados à administração de uma funerária.

Segundo informações apresentadas no primeiro dia da audiência, Bush teria chegado a sorrir ao entregar a uma filha enlutada as cinzas erradas de um familiar.

O ex-proprietário da Legacy Independent Funeral Directors já havia se declarado culpado de 67 crimes, incluindo impedir o sepultamento de 30 pessoas e fornecer restos mortais incorretos a diversas famílias.

Durante a audiência, o tribunal ouviu relatos emocionados de familiares afetados pelas irregularidades.

Uma das vítimas afirmou que o pai permaneceu por meses em um caixão de papelão sem ser sepultado.

“Meu querido pai ficou em um caixão de papelão por meses. Parece que ele simplesmente foi esquecido”, declarou.

Outra pessoa, em meio às lágrimas, afirmou que as ações do ex-diretor funerário “viraram nossas vidas de cabeça para baixo”.

Os depoimentos fazem parte das declarações de impacto das vítimas, etapa em que familiares relatam as consequências emocionais e psicológicas dos crimes antes da definição da pena.

Ao chegar ao tribunal, Bush disse brevemente aos jornalistas: “Sinto muito”.

A declaração, no entanto, gerou indignação entre os familiares presentes. Algumas vítimas afirmaram estar revoltadas porque o ex-diretor funerário teria pedido desculpas à imprensa, mas jamais teria se desculpado diretamente às famílias afetadas.

O caso provocou forte repercussão no Reino Unido devido à gravidade das irregularidades envolvendo o tratamento dos corpos e dos restos mortais confiados à funerária.

A sentença de Robert Bush será definida após a conclusão das audiências no Tribunal da Coroa de Hull.

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