O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) recomendaram ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a instalação de uma unidade técnica em Feijó para fortalecer o combate ao desmatamento e às queimadas ilegais. O órgão federal tem 30 dias para apresentar um plano de trabalho com cronograma, orçamento, adequação de imóvel e a lotação de pelo menos sete servidores, com previsão de funcionamento da unidade até 31 de dezembro deste ano.
A medida busca suprir a ausência do Ibama no município desde 2011, quando a base operacional local foi desativada. Segundo dados de monitoramento ambiental, Feijó lidera os índices de desmatamento no Acre. O Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD), da rede MapBiomas, aponta que o município perdeu mais de 4,4 mil hectares de vegetação nativa em 2025, o equivalente a 21% de todo o desmatamento registrado no estado.
Os ministérios públicos destacam ainda que a distância entre Feijó e as atuais unidades do Ibama dificulta a resposta rápida aos alertas de crimes ambientais. A recomendação ganha urgência diante das previsões de seca severa para o segundo semestre, agravada pela influência do fenômeno El Niño. Caso a unidade não seja implantada dentro do prazo, os órgãos sugerem a criação imediata de uma sala de situação permanente para monitorar focos de calor e coordenar ações de fiscalização. O Ibama tem 15 dias para informar se acatará a recomendação, sob pena de adoção de medidas judiciais.






