Pescadores, caçadores e extrativistas florestais formam a categoria profissional com a menor renda média declarada no Acre, segundo levantamento do Centro de Liderança Pública (CLP) baseado em dados da Receita Federal referentes às declarações do Imposto de Renda de 2025, ano-calendário 2024.
De acordo com o estudo, os profissionais desse grupo informaram rendimento médio mensal de R$ 718,21 no estado.
O levantamento analisou os rendimentos declarados por pessoas físicas em todo o país para identificar, em cada unidade da federação, a ocupação com a menor renda média formal recebida de pessoas jurídicas, como empresas, cooperativas e outras instituições.
No cenário nacional, o Acre ocupa a 18ª posição entre os estados com as menores rendas médias de suas respectivas profissões. Na Amazônia Legal, o valor registrado no estado é inferior ao de Rondônia (R$ 892,10) e Pará (R$ 847,78), mas superior ao de Amazonas (R$ 589,81) e Amapá (R$ 477,94).
O estudo aponta que atividades ligadas ao extrativismo, à pesca e à subsistência concentram as menores rendas médias em grande parte do país, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. A mesma categoria aparece com os menores rendimentos em estados como Rondônia, Maranhão, Amazonas, Amapá, Paraíba e Sergipe.
Na outra extremidade do ranking, São Paulo registrou a maior renda entre as menores médias estaduais, com R$ 1.492,24 para trabalhadores dos serviços de embelezamento e cuidados pessoais. Em seguida aparecem Rio de Janeiro, com R$ 1.458,62, e Distrito Federal, com R$ 1.268,10.
A menor renda média identificada em todo o levantamento foi a de psicanalistas no Piauí, que declararam rendimento médio mensal de R$ 200.
Segundo o CLP, os dados consideram apenas os rendimentos recebidos de pessoas jurídicas e informados pelos contribuintes na declaração do Imposto de Renda. Por isso, os valores não representam necessariamente a renda total dos profissionais.
A entidade destaca ainda que muitas das ocupações listadas apresentam alta informalidade, sazonalidade e períodos sem remuneração formal, o que pode explicar médias inferiores ao salário mínimo e fazer com que parte da renda real dos trabalhadores não apareça no levantamento.






