EUA isentam café, carne, petróleo e setor aeronáutico de nova tarifa sobre produtos brasileiros

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Os Estados Unidos divulgaram nesta quarta-feira (15) a lista de produtos brasileiros que ficarão de fora da nova sobretaxa de 25% anunciada pelo governo norte-americano. Entre os principais beneficiados estão o café, a carne bovina, o petróleo e os produtos ligados à aviação civil, setores que representam uma parcela significativa das exportações brasileiras para o mercado americano.

De acordo com informações da Agência Brasil, os itens isentos responderam por cerca de um terço das exportações do Brasil para os Estados Unidos no primeiro semestre de 2026. Também ficaram fora da nova cobrança produtos como celulose, minério de ferro, ferro-gusa, laranja e suco de laranja.

Por outro lado, diversos setores serão afetados pela medida. A lista inclui produtos de ferro e aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, produtos farmacêuticos, maquinário agrícola, máquinas elétricas que não atendem ao setor aeronáutico e outros itens manufaturados.

Segundo o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), as exceções foram concedidas a produtos considerados estratégicos para a economia americana ou cuja produção interna não ocorre em quantidade suficiente para atender a demanda do país.

A nova tarifa deve entrar em vigor no próximo dia 22. O governo dos Estados Unidos justificou a medida alegando que determinadas práticas adotadas pelo Brasil prejudicam agricultores, trabalhadores, exportadores e empresas norte-americanas.

Em resposta, o governo brasileiro criticou a decisão, afirmou não reconhecer a legitimidade da investigação conduzida pelo USTR e anunciou que pretende recorrer aos mecanismos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica, além de levar a discussão à Organização Mundial do Comércio (OMC).

A decisão mantém protegidos alguns dos principais produtos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos, mas gera preocupação em setores da indústria e do agronegócio que passarão a enfrentar custos maiores para acessar o mercado norte-americano.

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