Disputa pelo Estreito de Ormuz está por trás de nova escalada militar entre EUA e Irã

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A nova troca de ataques entre Estados Unidos e Irã tem como pano de fundo uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta: o Estreito de Ormuz. A passagem liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e é considerada fundamental para o transporte global de petróleo e gás natural.

Os Estados Unidos realizaram novos bombardeios contra alvos iranianos nesta quarta-feira (8), alegando que a operação busca reduzir a capacidade do Irã de ameaçar a navegação na região. Segundo autoridades americanas, a ofensiva foi uma resposta a recentes ataques contra embarcações comerciais que transitavam próximas ao estreito.

O presidente Donald Trump afirmou que os ataques representam uma retaliação direta e advertiu que novas ações militares poderão ocorrer caso embarcações voltem a ser alvo de incidentes na área.

Embora o Irã não tenha assumido oficialmente a autoria dos ataques mais recentes, o país exerce forte influência sobre a região por controlar a costa norte do Estreito de Ormuz, além de ilhas e posições militares estratégicas que permitem monitorar o tráfego marítimo.

Nos últimos anos, Teerã tem utilizado essa posição como instrumento de pressão política e econômica. O governo iraniano defende maior reconhecimento de sua autoridade sobre a rota e discute a possibilidade de cobrar taxas de embarcações que utilizam o corredor marítimo.

Especialistas apontam que mesmo sem bloquear completamente a passagem, ameaças ou ataques na região são suficientes para elevar custos de transporte, aumentar os seguros marítimos e pressionar os preços internacionais da energia.

Nesta semana, um navio-tanque que transportava gás natural liquefeito foi atingido próximo à costa de Omã e pegou fogo. Outras duas embarcações também sofreram danos, mas conseguiram seguir viagem. Não houve registro de feridos.

A atual crise vai além das divergências sobre o programa nuclear iraniano. As negociações entre Washington e Teerã também esbarram na disputa sobre quem deve estabelecer as regras de navegação no Estreito de Ormuz, considerado um dos pontos mais sensíveis para a economia mundial.

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